Rio de Janeiro, 31 de Março de 2026

Jovem desaparecida há oito anos é encontrada em Viena

Autoridades austríacas afirmaram, nesta quinta-feira, que uma jovem encontrada perto de Viena seria uma menina que desapareceu há oito anos. Uma cicatriz na orelha teria permitido a identificação. (Leia Mais)

Quinta, 24 de Agosto de 2006 às 08:33, por: CdB

Autoridades austríacas afirmaram, nesta quinta-feira, que uma jovem encontrada perto de Viena seria uma menina que desapareceu há oito anos. Uma cicatriz na orelha teria permitido a identificação.

A mulher disse que seu nome é Natascha Kampusch e contou à polícia que foi seqüestrada e mantida em um pequeno recinto abaixo de uma garagem durante anos. O suposto seqüestrador se suicidou nesta quarta-feira.

Armin Halm, porta-voz da polícia federal austríaca, disse que Kampusch foi identificada por uma cicatriz na orelha que data de uma operação que fez quando era mais nova.

A descoberta concluiu um dos maiores mistérios policiais da história recente da Áustria.

Kampusch, com 10 anos na época, desapareceu em Viena quando ia à escola, no dia 2 de março de 1998. Seu desaparecimento levou a uma grande busca, que chegou até à vizinha Hungria.

Investigação

Na quarta, a polícia disse ter encontrado uma jovem em um jardim no nordeste de Viena. A mulher, que foi identificada mais tarde por seu pai, sua mãe e sua meia-irmã, disse à polícia que foi seqüestrada e mantida em cativeiro por um homem, disse Halm.

Halm disse que a polícia encontrou o passaporte de Kampusch em uma casa de Strasshof, nordeste de Viena, onde supostamente a jovem ficou presa.

O suposto seqüestrador se suicidou jogando-se em frente a um trem em Viena, disse Halm.

Ele foi identificado pela mídia austríaca como Wolfgang Priklopil, 44.

Halm disse que a jovem passou a noite em "um local seguro" na presença de uma policial especializada em treinamento psicológico.

Investigadores afirmaram que a jovem passou por um exame médico e não tinha sinais de ferimentos. A polícia ainda investiga se ela foi vítima de violência ou abuso sexual.

Erich Zwettler, da polícia federal austríaca, afirmou, que a jovem parecia ser um caso severo de síndrome de Estocolmo - processo psicológico de simpatia do seqüestrado pelo seqüestrador.

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