Rio de Janeiro, 21 de Janeiro de 2026

Josias de Souza, o colunista do capital

Por Altamiro Borges - No seu blog na Folha de S.Paulo deste domingo, 1º de Maio, o colunista Josias de Souza revela todo seu reacionarismo a serviço do capital. No artigo "Peleguismo sindical sepulta a reforma trabalhista", esbanja arrogância para atacar a CUT e a Força Sindical pela realização das manifestações do Dia Internacional dos Trabalhadores. (Leia Mais)

Quarta, 02 de Maio de 2007 às 09:13, por: CdB

No seu blog na Folha de S.Paulo deste domingo, 1º de Maio, o colunista Josias de Souza revela todo seu reacionarismo a serviço do capital. No artigo "Peleguismo sindical sepulta a reforma trabalhista", esbanja arrogância para atacar a CUT e a Força Sindical pela realização das manifestações do Dia Internacional dos Trabalhadores. "Nunca na história desse país a máquina dos sindicatos esteve tão atrelada ao Estado... Os interesses reais dos trabalhadores não compareceram às duas festividades. As centrais parecem, no momento, mais interessadas em obter vantagen$ (ironicamente com cifrão) para elas próprias", esbraveja.

O jornalista, que nunca criticou o atrelamento da Folha de S.Paulo à ditadura militar e nem as vantagen$ das privatizações no reinado de FHC, resolveu destilar novamente o seu veneno contra os organismos dos trabalhadores. Para o porta-voz do capital, as manifestações do 1º de Maio só seriam positivas se tivessem defendido a urgência da reforma trabalhista. "Todos desejam vê-la bem longe da cena política brasileira", lamenta. No mesmo rumo, critica o presidente Lula por ter abandonado, segundo garante, esta proposta. "Ele não moveu uma mísera palha nessa direção", choraminga o assessor de imprensa do patronato.

Seguidor das cartilhas do FMI

Bem ao feitio das cartilhas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Josias de Souza garante que, "sob o discurso da pretensa defesa dos direitos trabalhistas, move-se uma legião de brasileiros que, empurrados para a informalidade, não dispõem de nenhum tipo de direito". Como se a culpa pelo desemprego e pela informalidade fosse dos trabalhadores com registro e direitos básicos assegurados pela Constituição. Para ser coerente, ele deveria abdicar do seu régio salário e de seu registro profissional; ou, ao menos, citar os relatórios da OIT que revelam que a flexibilização não gera emprego nem equaciona o mercado informal.

No mesmo final da noite de domingo, o inspirado colunista da Folha também escreveu um pequeno artigo no seu blog afirmando que "neste 1º de Maio, os companheiros Hugo Chávez e Evo Morales apertaram o passo da marcha que empreendem na direção da consolidação do atraso". O motivo de sua bronca noturna é que estes presidentes, eleitos democraticamente por seus povos (ao contragosto do baba-ovo da direita), anunciaram novas medidas no rumo da estatização das reservas de petróleo. Para o colunista do capital, a estatização é atraso; já a privataria de FHC é avanço - inclusive para os que receberam alguns jabaculês!

Inimigo dos trabalhadores

Não é de hoje que Josias de Souza, o badalado colunista da golpista Folha de S.Paulo, investe contra as organizações de trabalhadores. No final de 2000, ele acusou o MST de realizar "cobrança ilegal de taxas" dos assentados da reforma agrária. Por depois, veio a público que a sua reportagem num assentamento no Paraná tinha sido financiada pelo governo FHC, que chegou a ceder automóveis e orientação técnica para a produção deste exemplo de "independência e neutralidade" do jornalismo nacional. O próprio Josias de Souza foi obrigado a confessar o crime, mas tentou repassar a responsabilidade para a direção do jornal.

Na ocasião, o Fórum Nacional pela Reforma Agrária protocolou uma representação no Ministério Público Federal para "apurar os subsídios do Incra ao jornalista Josias de Souza, diretor da sucursal da Folha de S.Paulo em Brasília". Documentos expedidos pelo Incra do Paraná revelaram que o órgão cedeu um carro oficial e pagou diárias e combustível para levar o "repórter" a um assentamento no interior do Estado, que resultou num texto intitulado "MST desvia dinheiro da reforma agrária". Segundo o MST, a reportagem "foi o mote para o desencadeamento de uma série de medidas repressivas por parte do governo FHC".  

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) também exigiu explicações do pretenso "jornalist

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