Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Joseph Blatter pede para Europa revisar limite de jogadores estrangeiros

O presidente que está de saída da Fifa, Joseph Blatter, quer que a Europa volte a colocar limites mais rígidos para jogadores estrangeiros, dizendo que cada clube deveria ter seis jogadores em sua formação inicial elegíveis para a seleção nacional.

Sexta, 14 de Agosto de 2015 às 09:05, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Zurique: O presidente que está de saída da Fifa, Joseph Blatter, quer que a Europa volte a colocar limites mais rígidos para jogadores estrangeiros, dizendo que cada clube deveria ter seis jogadores em sua formação inicial elegíveis para a seleção nacional.
Blatter.jpg
O presidente que está de saída da Fifa, Joseph Blatter
Ainda que a legislação da União Europeia considere tais limites como discriminação por nacionalidade, Blatter acredita que se pode copiar da recente decisão da Rússia de ter cinco jogadores elegíveis para a seleção em campo nas partidas da liga. - Na minha opinião, este cenário também permanece aberto para a Europa ocidental - escreveu o suíço em sua coluna semanal da Fifa. - Com um pouco de boa vontade, poderemos assumir novamente a ideia de cotas de jogadores estrangeiros e considerar seriamente sua aplicação - acrescentou. Blatter destacou que a Federação de Futebol da Inglaterra teve muito interesse em abordar a escassez de talentos nacionais na Liga Inglesa e disse que sua tentativa anterior de trazer uma regra "6+5", abandonada em 2010, pode ser viável. - Na Inglaterra, em particular, a questão segue sendo um tema de muita discussão. Para que a seleção seja capaz de competir de novo no mais alto nível, uma certa 'conservação' dos jogadores nacionais é indispensável - disse. Blatter deixará o cargo quando o novo presidente da Fifa for eleito, em 26 de fevereiro. Médicos dos clubes Na quinta-feira, a Fifa emitiu o que equivale a uma repreensão ao técnico do Chelsea, José Mourinho, em meio a relatos de que o treinador baniu a principal médica do time, a doutora Eva Carneiro, após tratamento de um jogador contundido em uma partida do Campeonato Inglês. O professor Jiri Dvorak, principal autoridade médica da Fifa, disse que os técnicos não têm o direito de dizer às suas equipes médicas se devem ou não entrar em campo para tratar de um jogador, e que em última análise o médico é responsável pelo que acontece no gramado. Carneiro e o fisioterapeuta do Chelsea, Jon Fearn, entraram para cuidar de Eden Hazard nos acréscimos do jogo contra o Swansea City no sábado. Mourinho ficou furioso com o fato de o jogador ter sido retirado para tratamento enquanto o Chelsea estava com 10 homens em campo devido a um cartão vermelho. Embora o árbitro e Hazard tenham chamado a médica, mais tarde Mourinho declarou acreditar que o atleta não estava seriamente machucado e chamou sua equipe médica de “impulsiva e ingênua” em uma entrevista. Embora o Chelsea não tenha comentado, reportagens da mídia britânica afirmam que depois o técnico expulsou Eva Carneiro do banco, das sessões de treino e do hotel do time. Mesmo assim, Dvorak afirmou ao canal Sky Sports que apoia totalmente as ações da colega. Indagado quanto poder decisório o treinador deve ter se um jogador se contundir, Dvorak explicou: “Em termos médicos, no diagnóstico médico, o técnico não tem nada a dizer”. - É nossa lei profissional, e nossa tarefa ética, cuidar da saúde dos jogadores - completou.    
Tags:
Edições digital e impressa