Joseph Blatter pede para Europa revisar limite de jogadores estrangeiros
O presidente que está de saída da Fifa, Joseph Blatter, quer que a Europa volte a colocar limites mais rígidos para jogadores estrangeiros, dizendo que cada clube deveria ter seis jogadores em sua formação inicial elegíveis para a seleção nacional.
Por Redação, com Reuters - de Zurique:
O presidente que está de saída da Fifa, Joseph Blatter, quer que a Europa volte a colocar limites mais rígidos para jogadores estrangeiros, dizendo que cada clube deveria ter seis jogadores em sua formação inicial elegíveis para a seleção nacional.
O presidente que está de saída da Fifa, Joseph Blatter
Ainda que a legislação da União Europeia considere tais limites como discriminação por nacionalidade, Blatter acredita que se pode copiar da recente decisão da Rússia de ter cinco jogadores elegíveis para a seleção em campo nas partidas da liga.
- Na minha opinião, este cenário também permanece aberto para a Europa ocidental - escreveu o suíço em sua coluna semanal da Fifa.
- Com um pouco de boa vontade, poderemos assumir novamente a ideia de cotas de jogadores estrangeiros e considerar seriamente sua aplicação - acrescentou.
Blatter destacou que a Federação de Futebol da Inglaterra teve muito interesse em abordar a escassez de talentos nacionais na Liga Inglesa e disse que sua tentativa anterior de trazer uma regra "6+5", abandonada em 2010, pode ser viável.
- Na Inglaterra, em particular, a questão segue sendo um tema de muita discussão. Para que a seleção seja capaz de competir de novo no mais alto nível, uma certa 'conservação' dos jogadores nacionais é indispensável - disse.
Blatter deixará o cargo quando o novo presidente da Fifa for eleito, em 26 de fevereiro.
Médicos dos clubes
Na quinta-feira, a Fifa emitiu o que equivale a uma repreensão ao técnico do Chelsea, José Mourinho, em meio a relatos de que o treinador baniu a principal médica do time, a doutora Eva Carneiro, após tratamento de um jogador contundido em uma partida do Campeonato Inglês.
O professor Jiri Dvorak, principal autoridade médica da Fifa, disse que os técnicos não têm o direito de dizer às suas equipes médicas se devem ou não entrar em campo para tratar de um jogador, e que em última análise o médico é responsável pelo que acontece no gramado.
Carneiro e o fisioterapeuta do Chelsea, Jon Fearn, entraram para cuidar de Eden Hazard nos acréscimos do jogo contra o Swansea City no sábado.
Mourinho ficou furioso com o fato de o jogador ter sido retirado para tratamento enquanto o Chelsea estava com 10 homens em campo devido a um cartão vermelho.
Embora o árbitro e Hazard tenham chamado a médica, mais tarde Mourinho declarou acreditar que o atleta não estava seriamente machucado e chamou sua equipe médica de “impulsiva e ingênua” em uma entrevista.
Embora o Chelsea não tenha comentado, reportagens da mídia britânica afirmam que depois o técnico expulsou Eva Carneiro do banco, das sessões de treino e do hotel do time.
Mesmo assim, Dvorak afirmou ao canal Sky Sports que apoia totalmente as ações da colega.
Indagado quanto poder decisório o treinador deve ter se um jogador se contundir, Dvorak explicou: “Em termos médicos, no diagnóstico médico, o técnico não tem nada a dizer”.
- É nossa lei profissional, e nossa tarefa ética, cuidar da saúde dos jogadores - completou.
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