Ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu afirmou, nesta segunda-feira, que não existe perigo de o governo recuar da proposta inicial de reforma da Previdência. Ele disse que a reação do mercado financeiro diante da possibilidade de se mudar o texto da mensagem enviada ao Congresso não era importante. Mas cobrou patriotismo dos brasileiros.
- É preciso da parte dos investidores, empresários e do sistema bancário uma iniciativa patriótica de redução dos juros -, afirmou.
O ministro acrescentou que o governo irá prosseguir nas negociações da reforma da Previdência, mas que elas dirão respeito apenas aos atuais servidores e não para os futuros. "O presidente Lula já me solicitou que transmitisse ao País que não abre mão dos princípios da reforma, já que não poderá haver só para uma categoria direitos não extensivos a todas." Segundo ele, a margem de negociação está relacionada à aposentadoria integral dos atuais servidores públicos.
Dirceu disse que o PT há muito tempo defende o sistema único de Previdência, com teto estabelecido e previdência complementar. "Pedir ao servidor público que trabalhe mais sete anos na situação do Brasil de hoje não me parece absurdo ou despropósito", afirmou ele, que participou de uma reunião em uma universidade no Rio.