José Beltrame irá pedir a transferência do traficante "P" para um presídio federal
O secretário de Segurança do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, informou que irá pedir à Polícia Federal que o traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P., preso na noite desta quarta-feira, em jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, seja transferido para um presídio federal.
O secretário de Segurança do Estado do Rio, José Mariano Beltrame
O secretário de Segurança do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, informou que irá pedir à Polícia Federal que o traficante Marcelo Santos das Dores, o Menor P., preso na noite desta quarta-feira, em jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, seja transferido para um presídio federal.
Beltrame disse ainda que vai conversar com o superintendente da PF do Rio de Janeiro, Roberto Cordeiro, para fazer o pedido. Em nota, o secretário afirmou também que "a ocupação de territórios ou mesmo o anúncio da ocupação pelas Forças de Segurança, como é o caso do Complexo da Maré, fragiliza os traficantes e permite que a Polícia efetue prisões dentro e fora desses territórios".
Policiais federais prenderam na noite desta quarta-feira Menor P, o homem apontado como chefe do comércio de drogas em parte do Complexo da Maré, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Ele foi preso em condomínio em Jacaerepaguá, na Zona Oeste da cidade.
O Complexo da Maré está sendo alvo de incursões policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) desde a semana passada. Segundo a nota divulgada pela Secretaria de Segurança, a ocupação do Complexo da Maré pelas forças de segurança “fragiliza os traficantes e permite que a polícia efetue prisões dentro e fora desses territórios”.
Menor P. passou a faturar alto em 2009, quando assumiu o controle de quase todas as favelas do Complexo da Maré, localizado às margens da Linha Vermelha e da Avenida Brasil, rotas obrigatórias para turistas que chegam ao Rio de Janeiro pelo Aeroporto do Galeão. A fama do bandido é de uso da violência e de ganância.
Investigações da Polícia Civil indicam que ele extorquiu cerca de 2 milhões de reais de empreiteiras que faziam obras públicas que passavam em seu reduto. Para aumentar seus domínios, capitaneou disputas pelo território que deixaram quase uma centena de mortos, punindo traidores com a sentença de morte do tráfico.
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