Rio de Janeiro, 31 de Março de 2026

Jornalistas são libertados após se converterem ao Islã

Os jornalistas Steve Centanni (EUA) e o Olaf Wiig, cinegrafista, (Nova Zelândia), ambos da rede de TV Fox, precisaram se converter ao islamismo, antes de serem libertados neste domingo, após 13 dias em cativeiro, no mais longo seqüestro desse tipo na região. (Leia Mais)

Domingo, 27 de Agosto de 2006 às 09:36, por: CdB

Os jornalistas Steve Centanni (EUA) e o Olaf Wiig, cinegrafista, (Nova Zelândia), ambos da rede de TV Fox, foram libertados neste domingo, após 13 dias em cativeiro, no mais longo seqüestro desse tipo na região. Eles foram levados por integrantes da Brigada da Sagrada Jihad, em Gaza, e se converteram ao Islã durante o cativeiro. O anúncio oficial da libertação foi feito pelo Ministério do Interior da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Pouco antes, a Fox anunciara que havia negociado a libertação de seus correspondentes. Os dois jornalistas foram deixados em um hotel na cidade de Gaza e aparentavam bom estado de saúde.

Horas antes da libertação, a organização islâmica, até então desconhecida, anunciou, em vídeo entregue à rede de TV Al Jazeera, do Qatar, que os seqüestrados salvaram suas vidas depois de aceitar a religião de Maomé. Para isso, segundo as normas religiosas muçulmanas, tiveram que afirmar diante de seus seqüestradores: "Declaro e creio que Alá é o único Deus e não há outros depois dele, e Maomé é o profeta de Alá".

Antes de adotar a religião islâmica, segundo as normas, Centanni, de 60 anos, e Olaf, de 36, tiveram que se purificar passando por um ritual de banho. Pouco depois da divulgação do vídeo com os dois jornalistas exibido pela Fox, o ministro do Interior da Autoridade Palestina, Said Seyam, disse que a libertação ocorreria em poucas horas. Na quarta-feira da semana passada, os seqüestradores, que levaram os correspondentes em plena luz do dia em Gaza, deram prazo de 72 horas para que os EUA libertassem todos os presos muçulmanos ou os jornalistas teriam que "sofrer as conseqüências".

Esse prazo, ampliado na sexta-feira para mais oito horas, venceu à meia-noite, antes da divulgação do vídeo da Al-Jazeera. Em nenhuma momento, as Brigadas da Sagrada Jihad disseram ter a intenção de executar os jornalistas, caso Washington rejeitasse sua exigência. No entanto, responsabilizaram os EUA pela morte de palestinos em ataques realizados por Israel, que usa armas de origem americana.

Presidente da ANP, Mahmud Abbas e o primeiro-ministro Ismail Haniye, líder do Hamas , assim como várias organizações palestinas, criticaram os seqüestradores por "atentarem contra os interesses nacionais do povo palestino". A associação de jornalistas Palestinos, que também protestou contra o seqüestro, tinha planejado uma greve geral para esta segunda-feira.

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