Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026

Jornalistas protestam contra a violência no Rio

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro protestou, nesta terça-feira, contra a violência na capital fluminense. Na noite desta segunda-feira, a repórter Nadia Haddad, da TV Bandeirantes, foi atingida por uma bala, disparada do alto do morro, quando cobria o confronto entre policiais e traficantes no local. (Leia Mais)

Terça, 30 de Agosto de 2005 às 16:16, por: CdB

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro protestou, nesta terça-feira, contra a violência na capital fluminense. Na noite desta segunda-feira, a repórter Nadia Haddad, da TV Bandeirantes, foi atingida por uma bala, disparada do alto do morro, quando cobria o confronto entre policiais e traficantes no local.

Leia a íntegra da nota

"A cobertura da violência faz mais uma vítima entre os jornalistas. A repórter da TV Bandeirantes Nadia Haddad foi atingida ontem por um tiro de fuzil, teve o pulmão perfurado e está na UTI do Hospital Samaritano. Nadia cobria uma ação policial no morro Dona Marta quando começou o tiroteio.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro presta solidariedade a Nadia e se põe à disposição da família para ajudar no que for preciso.

"Reiteramos nosso repúdio às empresas que expõem a vida de profissionais na cobertura da violência carioca.

"Este ano, tentamos incluir no acordo coletivo com as empresas de rádio, TV, jornais e revistas a criação de comissões de segurança nas redações, formada por jornalistas, para discutir o assunto e elaborar medidas fundamentais para a proteção dos profissionais de imprensa. Os representantes dos patrões não aceitaram nossa proposta e tudo indica que decidiram seguir em frente na irresponsabilidade de expor seus jornalistas ao risco diário, sem treinamento e sem equipamentos de proteção. 

"A guerra no Dona Marta também deixou claro, mais uma vez, a ineficácia dos métodos de confronto da polícia com a bandidagem, que potencializam a tragédia das balas perdidas no Rio. Uma polícia investigativa e incorruptível, promessa comum de campanha eleitoral, é o único caminho aceitável e eficaz para a segurança pública".

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