O Comitê Pró-TV Pública no Rio de Janeiro realiza na próxima, segunda-feira, um ato em defesa da instalação da sede da futura rede de radiodifusão no Estado. A manifestação será realizada na ABI, a partir das 18h.
A defesa da TV Pública no Rio de Janeiro se integra à luta do Estado pela liderança na produção de conteúdo (software), que será fundamental com a adoção da TV digital. Nos dois casos se considera que, a partir do Rio de Janeiro, que é um pólo cultural, de informática e capital do audiovisual, o país tem melhores condições de construir um sistema com real visão democrática e de inclusão social.
O comitê foi criado em parceria entre o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o Sindicato das Empresas de Informática do Estado, a Riosoft e está aberto à adesão de entidades civis e governamentais. O ato contará com intelectuais, artistas, jornalistas, empresários, políticos, estudantes e trabalhadores dos setores de tecnologia da informação, cinema, vídeo e comunicações, entre outros.
Os profissionais da área de comunicação iniciaram a coleta de assinaturas em um manifesto pró TV Pública no Rio de Janeiro. O governador Sérgio Cabral Filho, o secretário de Estado de Cultura, Luiz Paulo Conde, o diretor-presidente da Rádio Roquete Pinto, jornalista Artur da Távola, entre outros, já deram seu apoio.
Manifesto
“O Brasil está prestes a dar um passo histórico na democratização da comunicação e no incremento da produção audiovisual. A criação de uma TV Pública, com emissoras ligadas a uma rede nacional visceralmente comprometida com a diversidade regional, abre uma enorme perspectiva de renovação das relações entre mídia e sociedade. Por sua vez, a escolha de um sistema de radiodifusão digital incorporando tecnologia brasileira e que permite mobilidade e interatividade, vai gerar inúmeras oportunidades para empresas de base tecnológica instaladas no país.
Há 30 anos a programação da TVE Brasil, sediada no Rio de Janeiro, se volta para a cidadania, a educação e a cultura universalista. Com profissionais de alta qualificação, já familiarizados com a idéia de que uma TV pública deve estar voltada para a sociedade e não para a burocracia, a TVE Brasil reúne as melhores condições para encabeçar a rede em gestação. Não só em termos de estrutura, mas principalmente pela oferta de profissionais comprometidos com a qualidade da programação pública.
Por reunir todas as complexidades da realidade urbana, com seus desafios e contradições, o Rio de Janeiro, pólo da produção audiovisual brasileira, é o cenário ideal para liderar a nova rede. Com a escolha da TVE Brasil como cabeça da TV Pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fortalecerá o conceito de uma TV cidadã e aberta, com um jornalismo e uma produção cultural distantes do conceito de chapa branca que, por décadas, comprometeu a imagem das emissoras estatais no País, limitando seu alcance, influência e compromisso com a pluralidade.
Ao reconhecer o pioneirismo da TVE na mudança do conceito de emissora pública no Brasil do século 21, o Governo Federal deixará claro aos céticos e críticos da nova TV que, de fato, o Brasil não está erguendo mais uma estrutura para agir como porta-voz do Palácio do Planalto. Ao contrário, constrói uma rede verdadeiramente pública e independente para colocá-la a serviço da imensa riqueza cultural brasileira. Será também mais um passo na reversão do processo de esvaziamento econômico da cidade — consequentemente, um incentivo à promoção da paz social sonhada por todos os brasileiros.
Pela convicção de que a futura rede só será pública se olhar na direção da sociedade, pela certeza de que não há ambiente mais qualificado para a superação do desafio, pela generosa infra-estrutura existente, pela e
Jornalistas fazem manifesto em defesa da TV Pública no Rio de Janeiro
Sexta, 20 de Julho de 2007 às 12:00, por: CdB