O jornalista iraniano, Ahmad Zeidabadi, dedicou o Prêmio Guilhermo Cano de Liberdade Mundial da Imprensa 2011 à mãe de um adolescente morto em protestos pós-eleitorais no Irã, há cerca de dois anos. Numa mensagem enviada ao júri da Unesco, a agência que concede o prêmio, Zeidabadi lembrou o jovem de 19 anos, Sohrab Arabi, desaparecido enquanto participava de uma manifestação contra as eleições presidenciais iranianas em junho de 2009. A família de Arabi foi informada de que ele havia morrido, 26 dias depois do desaparecimento, com tiros no coração. Regime Zeidabadi não pode receber o prêmio pessoalmente porque após os protestos de 2009, ele também foi preso, acusado de "tentar derrubar o regime iraniano". Ao agradecer a distinção, ele lembrou primeiro da mulher e dos filhos, e disse que contemplava todos os presos políticos e colegas exilados. Em sua carta à Unesco, ele disse que "tenta constantemente perdoar, mas que não consegue esquecer". Após cumprir pena de seis anos, ele deverá ser enviado ao exílio por mais cinco e está proibido de exercer o jornalismo para o resto da vida. O vencedor do Prêmio Guillermo Cano disse que não tem "qualquer outro meio a não ser sua caneta e seu discurso". E lembrou que jamais ultrapassou o que chamou de "limites das leis e regulações do governo iraniano". *Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
Jornalista iraniano dedica prêmio à mãe de adolescente morto em protestos
Sexta, 06 de Maio de 2011 às 07:02, por: CdB