Uma jornalista francesa desapareceu em uma área ao norte de Bagdá, informaram nesta quinta-feira fontes policiais iraquianas. Não se sabe até o momento se ela foi seqüestrada.
As fontes disseram que várias patrulhas da polícia estão em alerta e à procura da jornalista na região de Tahi, a cerca de 30 quilômetros de Bagdá, onde a francesa aparentemente desapareceu ontem quando viajava para o norte do Iraque.
O jornal francês Libération anunciou nesta quinta-feira que está sem notícias de sua enviada especial a Bagdá há mais de 24 horas.
O nome da jornalista é Florence Aubenas e ela estava acompanhada de seu intérprete iraquiano, Hussein Hanun Al Saadi.
- Os dois não foram vistos - desde que saíram do hotel em Bagdá ontem, quarta-feira, pela manhã, informou o jornal.
Em Bagdá fontes policiais disseram que uma jornalista de nacionalidade francesa desapareceu numa área ao norte da capital.
O Ministério do Exterior da França declarou que "todos os esforços para encontrá-los estão sendo feitos por nossos representantes em Bagdá e pelo Ministério em Paris".
Num comunicado, o ministério lembrou os "conselhos" dados a todos os franceses, inclusive os jornalistas, para que evitem viajar ao Iraque "em vista dos riscos atuais" no país "para a segurança de todos".
O Libération informou que também avisou as autoridades do Iraque e dos Estados Unidos.
Os jornalistas franceses Christian Chesnot e George Malbrunot, que haviam sido seqüestrados no Iraque em 20 de agosto, juntamente com seu guia, foram libertados em 21 de dezembro.
Aubenas, repórter do Libération desde 1986, estava trabalhando em Bagdá desde 16 de dezembro, enquanto Hussein Hanun Al Saadi trabalha para enviados do jornal há mais de dois anos, afirmou o Libération.
O jornal informou ainda que Aubenas cobriu também para o jornal eventos em Ruanda, Kosovo, Argélia e Afeganistão.