A jornalista italiana Giuliana Sgrena, que foi ferida por tropas americana no Iraque após ter sido libertada por seus seqüestradores, chegou neste sábado a Roma.
Ao deixar o avião do governo italiano que a retirou do Iraque, Sgrena aparentava estar fraca e cansada e foi levada a uma ambulância.
Em um hospital militar, ela vai ser submetida a exames e pode sofrer uma operação no ombro, onde foi ferida pelos tiros disparados pelos soldados.
Sgrena foi recebida no aeroporto pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi.
Investigação
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu uma investigação completa sobre os tiros disparados por soldados americanos contra Sgrena na sexta-feira.
Sgrena ficou ferida, e Nicola Calibari, chefe do serviço secreto italiano no Iraque, morreu no ataque, que aconteceu quando o carro que levava os dois estava a caminho do aeroporto de Bagdá.
Ainda na sexta-feira, Berlusconi, um dos principais aliados de Bush, convocou o embaixador dos Estados Unidos na Itália para cobrar explicações sobre o ocorrido.
Mais tarde, Bush telefonou a Berlusconi e, em uma conversa de cinco minutos de duração, disse que lamentava o incidente.
Segundo o porta-voz da Casa Branca, Scott McClelan, Bush:
- Garantiu ao primeiro-ministro Berlusconi que haveria uma investigação completa.
McClellan disse que os americanos estão colaborando de forma muito próxima com as autoridades italianas.
Antes, Berlusconi havia dito que:
- Alguém tem que assumir responsabilidade pelo incidente.
Sgrena, que trabalha para o jornal Il Manifesto, havia sido seqüestrada no dia 4 de fevereiro.
Experiência
Um grupo militante pouco conhecido, a Organização do Jihad Islâmico, tinha assumido a responsabilidade pelo seqüestro e exigia que a Itália retirasse suas tropas do Iraque.
Sgrena, de 56 anos, é uma correspondente veterana no Oriente Médio para o jornal.
Ela foi seqüestrada quando visitava uma mesquita em Bagdá, onde refugiados tinham acampado desde o ataque dos Estados Unidos a Falluja, em novembro.
A jornalista foi mostrada em vídeo, fazendo um apelo por sua vida em italiano e francês. Ela também fez um alerta para que todos os estrangeiros, inclusive jornalistas, se mantenham afastados do Iraque.
O jornal esquerdista Il Manifesto se opôs à invasão do Iraque pelas tropas lideradas pelos Estados Unidos.
Jornalista ferida pelos EUA no Iraque chega à Itália
A jornalista italiana Giuliana Sgrena, que foi ferida por tropas americana no Iraque após ter sido libertada por seus seqüestradores, chegou neste sábado a Roma. (Leia Mais)
Sábado, 05 de Março de 2005 às 06:55, por: CdB