Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Jornalista ferida pelos EUA no Iraque chega à Itália

A jornalista italiana Giuliana Sgrena, que foi ferida por tropas americana no Iraque após ter sido libertada por seus seqüestradores, chegou neste sábado a Roma. (Leia Mais)

Sábado, 05 de Março de 2005 às 06:55, por: CdB

A jornalista italiana Giuliana Sgrena, que foi ferida por tropas americana no Iraque após ter sido libertada por seus seqüestradores, chegou neste sábado a Roma.

Ao deixar o avião do governo italiano que a retirou do Iraque, Sgrena aparentava estar fraca e cansada e foi levada a uma ambulância.

Em um hospital militar, ela vai ser submetida a exames e pode sofrer uma operação no ombro, onde foi ferida pelos tiros disparados pelos soldados.

Sgrena foi recebida no aeroporto pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Investigação

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu uma investigação completa sobre os tiros disparados por soldados americanos contra Sgrena na sexta-feira.

Sgrena ficou ferida, e Nicola Calibari, chefe do serviço secreto italiano no Iraque, morreu no ataque, que aconteceu quando o carro que levava os dois estava a caminho do aeroporto de Bagdá.

Ainda na sexta-feira, Berlusconi, um dos principais aliados de Bush, convocou o embaixador dos Estados Unidos na Itália para cobrar explicações sobre o ocorrido.
Mais tarde, Bush telefonou a Berlusconi e, em uma conversa de cinco minutos de duração, disse que lamentava o incidente.

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Scott McClelan, Bush:

- Garantiu ao primeiro-ministro Berlusconi que haveria uma investigação completa.

McClellan disse que os americanos estão colaborando de forma muito próxima com as autoridades italianas.

Antes, Berlusconi havia dito que:

- Alguém tem que assumir responsabilidade pelo incidente.

Sgrena, que trabalha para o jornal Il Manifesto, havia sido seqüestrada no dia 4 de fevereiro.

Experiência

Um grupo militante pouco conhecido, a Organização do Jihad Islâmico, tinha assumido a responsabilidade pelo seqüestro e exigia que a Itália retirasse suas tropas do Iraque.

Sgrena, de 56 anos, é uma correspondente veterana no Oriente Médio para o jornal.

Ela foi seqüestrada quando visitava uma mesquita em Bagdá, onde refugiados tinham acampado desde o ataque dos Estados Unidos a Falluja, em novembro.

A jornalista foi mostrada em vídeo, fazendo um apelo por sua vida em italiano e francês. Ela também fez um alerta para que todos os estrangeiros, inclusive jornalistas, se mantenham afastados do Iraque.

O jornal esquerdista Il Manifesto se opôs à invasão do Iraque pelas tropas lideradas pelos Estados Unidos.

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