A jornalista australiana que está no Afeganistão Carmela Baranowska tem paradeiro desconhecido desde segunda-feira passada, confirmaram hoje, quarta-feira, à EFE fontes do Ministério de Assuntos Exteriores da Austrália.
Na última madrugada, Baranowska conversou brevemente por telefone com sua mãe e com seus superiores na televisão australiana "SBS", embora "ambos tenham indicado não estar convencidos que a jovem se encontrava em local seguro", disse uma porta-voz da chancelaria.
"Também entendemos que a Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão foi informada que a jornalista está bem e fora de perigo", embora o Ministério de Exteriores ainda não tenha podido confirmar tais informações, acrescentou a fonte.
Por sua parte, o chefe da diplomacia australiana, Alexander Downer, declarou através da rádio australiana "ABC" ter pedido a diplomatas canadenses no país que tentem descobrir o paradeiro da jornalista de 35 anos.
"Queremos que ela seja devolvida e liberada, motivo pelo qual faremos tudo o que pudermos para isso, mas estamos muito preocupados com o que pode ter acontecido", disse Downer.
A citada emissora revelou que Jalani Khan, diretor de segurança da província de Zabul (sul do Afeganistão), indicou que não sabia se Baranowska tinha decidido deixar a zona ou se poderia ter sido seqüestrada.
Segundo a informação recebida por Khan, o carro no qual viajava a jornalista e seu assistente de Kandahar, Muhibullah, foi encontrado entre as cidades de Girishk e Kandahar (sul).
Baranowska é uma jornalista reconhecida pelos documentários realizados na Tailândia, na Birmânia e no Timor Leste.
Antes de seu desaparecimento, trabalhava em um documentário sobre as eleições afegãs previstas acontecer em setembro.