O jornalista Lucas Figueiredo, autor da reportagem publicada no Correio Braziliense sobre um livro secreto que teria sido produzido pelo Exército a respeito dos opositores ao regime militar, disse que, extra-oficialmente, o veto à publicação do Livro Negro do Terrorismo no Brasil partiu do então presidente da República e hoje senador José Sarney (PMDB-AP). Segundo o jornalista, o general da reserva Leônidas Pires, ministro do Exército na época em que o livro foi produzido, queria publicá-lo.
Lucas Figueiredo disse ainda que o próprio general Leônidas confirmou a existência do livro, que circula entre militares da reserva com a recomendação de que não seja copiado. O livro revela fatos que os militares sempre negaram, como a prisão e a morte de 16 integrantes da Guerrilha do Araguaia.
O jornalista participou de audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias sobre a reportagem e o destino de arquivos militares sobre a luta armada, no plenário 13 da Câmara.