Não quero e nem teria sentido administrar a linha editorial da Folha com a gama de interesses que tem o jornal, mas cito-a porque ela, dentre os grandes, é um dos jornais que mais tem feito campanha contra uma realidade que passou a existir no país a partir do início do 1º governo Lula: a dos salários dos brasileiros subindo em ritmo maior do que o lucro das empresas.
Ainda no fim de semana (ontem) o jornal registrava esse fato, de novo, com certo desgosto. Eu diria que com vísivel mal estar para ele. Felizmente a Folha de S.Paulo não pode mudar a realidade. A participação dos salários dos trabalhadores na renda nacional - e ela foi obrigada a registrar isso em sua edição de ontem - subiu de 39% para 43% nos últimos seis anos.
Nesse material o jornal foi correto e ouviu vários analistas, para os quais o aumento contínuo do emprego, a formalização de milhões deles na economia e o reajuste do salário mínimo acima dos índices da inflação (política adotada nos governos Lula) explicam essa tendência.
O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Márcio Pochmann, afirma à Folha nessa reportagem que o aumento do mercado consumidor interno foi fundamental para esse índice de elevação dos salários superior ao do lucro das empresas. Está na base, também, reforça Pochmann, da diminuição do impacto no país da crise econômica global de 2008.
Sobre essa questão de salários e mercado interno, seu papel e a defesa dele temos publicdo várias notas aqui no blog. Fazemos uam defesa reiterada, mas a Folha não toma jeito. Felizmente, contra fatos não há argumentos. Também a Folha tem de se render à essa evidência.
Jornalão da Barão de Limeira não toma jeito
Segunda, 08 de Agosto de 2011 às 10:23, por: CdB