Os médicos de um hospital austríaco que trataram do líder de oposição da Ucrânia Viktor Yushchenko disseram que ele foi envenenado em um atentado contra a sua vida durante a recente campanha presidencial do país, informou o jornal The Times.
- Agora nós temos certeza que podemos confirmar qual substância causou a doença dele - disse o doutor Nikolai Korpan, que supervisionou o tratamento de Yushchenko na clínica Rudolfinerhaus em Viena, à edição desta quarta-feira do The Times.
- Ele recebeu essa substância de outra pessoa que tinha um objetivo específico - acrescentou ele ao jornal. Questionado se o objetivo era matar o líder oposicionista, o médico respondeu:
- Sim, é claro -
Yushchenko se sentiu mal em setembro quando fazia campanha para a eleição presidencial de 31 de outubro. Mais tarde ele acusou autoridades de tentar matá-lo através de algum envenenamento químico.
Seu rosto, antes liso e de aparência jovem, ficou enrugado e cheio de lesões.
Korpan disse que a substância pode ter sido colocada na comida, na água ou ter sido administrada por meio de uma injeção.
- Precisamos examiná-lo novamente aqui em Viena. Se nós o recebermos hoje, poderemos terminar toda a investigação em dois ou três dias - disse Korpan.
Uma das teorias é de que Yushchenko teria sido envenenado com dioxina, que causa um tipo grave de acne chamada de cloracne, mas o líder oposicionista nunca testou positivo para essa substância.
O candidato da situação Viktor Yanukovich, foi declarado vencedor pela comissão eleitoral da Ucrânia, o que gerou uma onda de protestos liderados pela oposição. A Suprema Corte do país, então, anulou o resultado da eleição por fraude e determinou a repetição do segundo turno do pleito em 26 de dezembro. A crise eleitoral gerou uma tensão entra a Rússia, que apóia o atual governo, e o Ocidente, que viu fraudes na realização do pleito.