Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Jornais anunciam renúncia de líder de Hong-Kong

Quarta, 02 de Março de 2005 às 06:49, por: CdB

 O chefe do Poder Executivo de Hong Kong (China), Tung Chee-hwa, cuja impopularidade alimentou grandes protestos pró-democracia no território, renunciou, disseram nesta quarta-feira jornais e pessoas próximas do governo.

Vários jornais de Hong Kong, sem identificar a fonte de suas informações, disseram que o braço direito de Tung, o secretário-chefe Donald Tsang, assumiria o cargo em caráter provisório. Uma pessoa familiarizada com o governo do território disse à Reuters que os líderes chineses haviam aceitado o pedido de renúncia de Tung no sábado passado.

A manobra aparece algumas semanas depois de o administrador de Hong Kong ter sido repreendido publicamente pelo presidente da China, Hu Jintao, por seu desempenho nos últimos sete anos à frente do Poder Executivo do território.

Segundo essa pessoa, Tsang ficará no poder até o final do mandato de Tung, na metade de 2007. Caso se saia bem, ele pode assumir o cargo em caráter definitivo e desempenhar um mandato completo, de cinco anos, até 2012.

Mas, questionado sobre se Tung havia realmente renunciado, um porta-voz do governo respondeu:

- Não fazemos comentários sobre especulações.

O dirigente de Hong Kong também preferiu não se manifestar sobre o assunto.

- Sei que vocês têm muitas perguntas. Vou respondê-las no momento apropriado - afirmou depois de chegar de Pequim.

Segundo o jornal Standard, Tung havia encaminhado seu pedido de renúncia antes do Ano Novo Chinês, que começou no dia 9 de fevereiro. Tung, 67, teria dito aos líderes chineses que seu estado de saúde estava se deteriorando, acrescentaram vários jornais.

Um empresário com pouca experiência na política, Tung foi escolhido pela liderança chinesa para ser o primeiro administrador de Hong Kong depois de o território ter sido devolvido pela Grã-Bretanha, em 1997.

Mas o governo dele viu-se aplacado por vários problemas, entre os quais gafes políticas, renúncias, escândalos envolvendo assessores e três recessões econômicas. A insatisfação com Tung alimentou protestos pró-democracia, deixando a China preocupada com a possibilidade de perder o controle sobre o território.

Mas os apelos por democracia parecem ter perdido força desde abril passado, quando o governo chinês afastou a possibilidade de implementar o sufrágio universal no território, ao menos nos próximos dois anos. Uma manifestação realizada recentemente atraiu apenas alguns milhares de pessoas.

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