31.08.2011
Por: Valdeck Almeida de Jesus
Homenagear uma pessoa após a morte é praxe no Brasil. Geralmente o talento só é reconhecido tardiamente. No caso de Jorge Amado, a homenagem no centenário de nascimento está fora da regra. O sucesso da literatura desse homem simples, nascido no interior da Bahia, supera todas as medidas usadas para os outros mortais.
Jorge Amado é sinônimo de Brasil, de Bahia, de brasilidade. Falar da obra é falar do ser humano criador; falar das personagens é identificar o falar natural das pessoas da rua, da gente que circula e inunda praças e avenidas desse grande país, que é mais interior do que capital. A presença de Jorge está nas esquinas, nos costumes, que o tempo não deixa morrer. O escritor está vivo, sempre, na vasta e diversa obra. E o tempo, senhor da vida, junto com a justiça dos orixás que protegem Jorge Amado, imortalizam a obra desse homem.