Cerca de 30.000 mulheres jordanianas assinaram um documento dirigido ao presidente francês, Jacques Chirac, pedindo a revogação da proibição do "hiyab" (véu islâmico) nas escolas francesas, disseram nesta quarta-feira, fontes da Frente de Ação Islâmica (FAI), que recolheu as assinaturas.
A senadora Hayat Massimi, da FAI, disse à EFE que deve entregar as assinaturas ao embaixador francês nesta quinta-feira. Massimi pediu aos demais países europeus que não sigam o exemplo francês, porque isso significaria "colocar em perigo os vínculos entre esses Estados e os povos muçulmanos".
- Isto é uma mostra de nossa solidariedade com as muçulmanas francesas e um pedido ao Governo francês para que não prive os cidadãos de seus direitos à liberdade de expressão e à prática de sua religião - assinalou Massimi.
A senadora frisou que o véu "é um componente angular do credo islâmico e não pode ser comparado à 'kipa' judia ou ao crucifixo cristão", referindo-se aos outros símbolos religiosos que também foram proibidos na França.
A proibição do "hiyab" recebeu numerosas críticas nos países muçulmanos, onde pensadores e jornalistas insistiram em que se trata de um exemplo da "cruzada" contra os muçulmanos e sua identidade religiosa.