A Jordânia rejeitou acusações de líderes xiitas iraquianos que vinculam o reino com o atentado suicida de 1º de março na cidade de Hilla, ao sul de Bagdá, que custou a vida de mais de 120 pessoas.
- Estas alegações representam uma ofensiva injustificada ao governo e ao povo da Jordânia. - disse a porta-voz do governo jordaniano, Asma Jader, citada, nesta segunda-feira, pelos meios de comunicação locais.
A imprensa jordaniana publicou recentemente uma declaração atribuída ao grande aiatolá Ali Sistani, máxima autoridade xiita iraquiana, na qual acusava Amã de "interferir nos assuntos do Iraque, instigar a violência e o ódio entre os iraquianos e de enviar terroristas" ao país.
A imprensa também difundiu um comunicado do líder da Assembléia Suprema para a Revolução Islâmica no Iraque (ASRII), Abdel Aziz al-Hakim, no qual denunciava o fato de que o suicida que cometeu o atentado em Hilla era jordaniano, e que a família deste recebia condolências por sua morte no ataque.
- Esta declaração demonstra um mal-entendido da postura da Jordânia que condena todo tipo de terrorismo. - acrescentou Jader.
- O governo jordaniano não tem nada a ver com que uma família jordaniana receba os pêsames pela morte de seu filho. Não se trata de uma posição oficial jordaniana e não significa que o governo jordaniano aceita ações contra a segurança do Iraque. - acrescentou.
Jordânia rejeita acusações de relação com atentado suicida
Segunda, 14 de Março de 2005 às 04:21, por: CdB