O corpo do músico Johnny Alf, um dos precursores da bossa nova, que morreu nesta quinta-feira aos 80 anos em Santo André (SP) em decorrência de um câncer de próstata avançado, será enterrado nesta sexta-feira no cemitério do Morumbi, em São Paulo. O velório será no Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista, em São Paulo.
De acordo com seu empresário, Nelson Valencia, a saúde do músico piorou há seis meses, quando foi iniciado o tratamento de quimioterapia.
– Ele era muito espiritualizado, estava bastante sereno, era muito calmo –, disse Valencia.
Mesmo doente, o músico continuou a realizar pequenas apresentações, disse Valencia. A última delas foi em agosto.
Alf estava internado desde segunda-feira no Hospital Mário Covas. Segundo a instituição, a morte foi "falência de múltiplos órgãos decorrente de neoplasia de próstata".
Alfredo José da Silva nasceu em 19 de maio de 1929 no Rio de Janeiro e começou a aprender piano clássico aos nove anos. Na adolescência, interessou-se por jazz e pelas músicas do cinema norte-americano.
Adotou o nome de Johnny Alf por sugestão de uma amiga norte-americana ao realizar apresentações de jazz.
A música Rapaz de bem, composta por Alf em 1953, é considerada precursora da bossa nova e revolucionária por seus termos melódicos e harmônicos.
Entre outros sucessos do cantor estão Eu e a brisa, um dos maiores sucessos e sua carreira, e Decisão e Garota da minha cidade, que representam o estilo mais desinibido de sua obra.