John Kerry diz que coalizão liderada pelos EUA enfraqueceu Estado Islâmico
A coalizão liderada pelos Estados Unidos tem seriamente prejudicado o Estado Islâmico, com a realização de 1.000 ataques aéreos até agora no Iraque e na Síria, mas a luta contra os militantes pode durar anos, disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, nesta quarta-feira.
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, durante coletiva de imprensa em meio a encontro de chanceleres da Otan, em Bruxelas
A coalizão liderada pelos Estados Unidos tem seriamente prejudicado o Estado Islâmico, com a realização de 1.000 ataques aéreos até agora no Iraque e na Síria, mas a luta contra os militantes pode durar anos, disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, nesta quarta-feira.
Os EUA e seus aliados começaram uma campanha de ataques aéreos contra o EIIL após os militantes sunitas terem feito grandes avanços territoriais no meio do ano. O Exército iraquiano, combatentes tribais sunitas e forças curdas, desde então, conseguiram avanços contra eles.
- Nosso comprometimento será medido mais provavelmente em anos, mas nossos esforços já estão tendo um impacto significativo - disse Kerry no começo da primeira reunião de ministros de uma coalizão de mais de 60 países, reunida por Washington para destruir o Estado Islâmico, também conhecido como Daesh.
“Cerca de 1.000 missões aéreas que fizemos reduziram a liderança do Daesh e afligiram suas capacidades logísticas e operacionais."
Kerry disse que a força do Estado Islâmico no Iraque havia se dissipado e que forças iraquianas haviam retomado território ao redor de Mosul e em Tikrit, e haviam expandido a segurança ao redor de algumas refinarias de petróleo.
No norte e no oeste do Iraque, tropas curdas estão combatendo o EIIL, ao passo que combatentes tribais sunitas estão “começando a participar”, acrescentou Kerry.
Ataques aéreos
Os Estados Unidos têm indicações de que o Irã tenha realizado ataques aéreos sobre alvos do Estado Islâmico no Iraque nos últimos dias, disseram autoridades norte-americanas nesta quarta-feira.
Um alto representante iraniano negou que o Irã tenha feito ataques aéreos contra o grupo militante no Iraque.
Autoridades norte-americanas, falando em condição de anonimato, disseram que os EUA possuíam indicações de que o Irã havia realizado ofensivas aéreas utilizando jatos F-4 Phantom nos últimos dias.
O porta-voz do Pentágono, o contra-almirante John Kirby, disse em uma coletiva de imprensa na terça-feira que os EUA não estavam coordenando suas atividades militares com o Irã e acrescentou que cabia aos iraquianos gerenciar seu espaço aéreo.
A possibilidade de que forças militares dos EUA e do Irã estejam separadamente realizando ataques aéreos no mesmo país levantou questões sobre o grau de coordenação que isso pode exigir, mesmo indiretamente, para evitar um contratempo.
Um alto representante iraniano disse que nenhuma ofensiva havia sido executada e que Teerã não tinha intenção de cooperar com Washington.
“O Irã nunca se envolveu em quaisquer ataques aéreos contra o Daesh (Estado Islâmico) no Iraque. Qualquer cooperação em tais ataques com a América também está fora de questão para o Irã”, disse o representante, sob condição de anonimato.
O primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, que está em Bruxelas para uma reunião da coalizão liderada pelos EUA, disse não ter informações sobre tais ataques.
Embora o Irã, país xiita, e os Estados Unidos tenham se estranhado há décadas, eles têm o Estado Islâmico como inimigo comum, após o grupo radical sunita ter tomando grandes faixas territoriais no Iraque e na Síria.
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