Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

John Coates afirma que preparação dos Jogos de 2016 é o "pior" da história

O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, disse que os preparativos do Brasil para os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro são "os piores" que ele já viu e estão gravemente atrasados, mas garantiu que não há "plano B" para realizar as Olimpíadas em outro local.

Terça, 29 de Abril de 2014 às 08:06, por: CdB
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O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, disse que os preparativos do Brasil para os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro são "os piores"
O vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), John Coates, disse que os preparativos do Brasil para os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro são "os piores" que ele já viu e estão gravemente atrasados, mas garantiu que não há "plano B" para realizar as Olimpíadas em outro local. Em um fórum olímpico realizado em Sydney, Coates disse a delegados que os trabalhos de construção ainda não começaram em algumas instalações, que a infraestrutrura está bastante atrasada e que a qualidade da água na baía de Guanabara também é uma grande preocupação, a cerca de dois anos do início dos Jogos. - Acho que é uma situação pior do que Atenas - disse o australiano, referindo-se aos preparativos para os Jogos de 2004, que foram atingidos por inúmeros atrasos. - Em Atenas, nós lidávamos com um governo e algumas responsabilidades da cidade. Agora, são três. Há pouca coordenação entre os governos federal, estadual e municipal que é responsável por grande parte da construção - afirmou. - E isso é ruim para uma cidade que tem problemas sociais que também têm de ser resolvidos, um país que também está tentando lidar com a Copa do Mundo chegando em poucos meses. É a pior que eu já vivi. Os Jogos do Rio, os primeiros da história a serem realizados na América do Sul, têm sofrido com atrasos nos preparativos e problemas de má comunicação entre os três níveis de governo e os organizadores, o que resultou em duras críticas das federações internacionais. O COI anunciou uma série de medidas este mês para acelerar os preparativos, incluindo a contratação de mais monitores e de gerentes de projetos para fiscalizar o andamento da preparação, além de ampliar o número de viagens ao Rio do diretor de Jogos Olímpicos da entidade, Gilbert Felli. Entre os principais problemas enfrentados pelo Rio está o atraso no início das obras do Complexo de Deodoro, onde serão disputadas oito modalidades, que teve licitação lançada somente este mês, a poluição da baia de Guanabara, onde serão realizadas as provas de vela, e a falta de orçamento para diversos projetos voltados aos Jogos Olímpicos. Até o momento o custo da Olimpíada do Rio chega a R$ 37,5 bilhões, mediante previsão de gasto de R$ 29 bilhões na candidatura da cidade, mas as autoridades da cidade alegam que não se pode comparar os valores uma vez que houve mudanças de projetos e que as cifras de 2009 precisam ser atualizadas pela inflação. - O COI formou uma força-tarefa especial para tentar acelerar os preparativos, mas a situação é crítica - disse Coates mais cedo, em comunicado divulgado pela Comissão Olímpica Australiana. - O COI adotou um papel mais participativo, isso é sem precedentes para o COI, mas não existe um plano B. Nós estamos indo para o Rio - afirmou Coates, que fez seis viagens ao Rio como membro da comissão de coordenação da entidade. - Nós ficamos muito preocupados, eles não estão prontos em muitas, muitas maneiras. Nós temos que fazer acontecer e essa é a abordagem do COI, você não pode fugir disso.
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