Rio de Janeiro, 01 de Fevereiro de 2026

Jogo do bicho mantinha mansões para policiais civis no Rio

Relatório da Polícia Federal mostra que o jogo do bicho patrocinou a aquisição de mansões para policiais civis. Imóveis luxuosos na Barra da Tijuca, avaliados em R$ 700 mil,estavam em nome dos policiais. (Leia Mais)

Sexta, 22 de Junho de 2007 às 08:07, por: CdB

Um relatório feito pela Polícia Federal mostra que os policiais presos na Operação Furacão 2, que investiga a máfia do jogo ilegal no Rio de Janeiro, possuem imóveis luxuosos em condomínios da Barra da Tijuca e arredores. É o caso do inspetor Miguel Laíno, que teve prisão preventiva decretada pela PF na terça-feira. Ele possui uma mansão avaliada em R$ 700 mil por uma corretora de imóveis da região.

Laíno, ex-funcionário do gabinete do presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), responde à sindicância desde 2004 por envolvimento com a máfia das máquinas caça-níqueis.

Ele recebe salário mensal de R$ 2.200 brutos (R$ 1.900 com descontos), como inspetor de 4ª classe, mas possui uma casa de dois andares, com cerca de 500 m², no Recreio dos Bandeirantes, com câmeras de segurança na entrada, piscina, churrasqueira e freezer no quintal. Segundo funcionária da mansão, o imóvel estaria sendo usado atualmente apenas pela mulher e os dois filhos do policial.

Nesta quinta-feira, o delegado-chefe da Polícia Federal em Macaé, Eduardo Machado Fonte, foi preso, acusado de receber propina da máfia. O relatório mostra que os pagamentos variavam por mês de R$ 2 mil a R$ 30 mil.

Entre os 20 policiais civis presos na Operação Furacão 2, pelo menos quatro, já eram investigados pela Corregedoria da instituição, três deles por ligações com caça-níqueis e jogo do bicho.

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