Um relatório feito pela Polícia Federal mostra que os policiais presos na Operação Furacão 2, que investiga a máfia do jogo ilegal no Rio de Janeiro, possuem imóveis luxuosos em condomínios da Barra da Tijuca e arredores. É o caso do inspetor Miguel Laíno, que teve prisão preventiva decretada pela PF na terça-feira. Ele possui uma mansão avaliada em R$ 700 mil por uma corretora de imóveis da região.
Laíno, ex-funcionário do gabinete do presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), responde à sindicância desde 2004 por envolvimento com a máfia das máquinas caça-níqueis.
Ele recebe salário mensal de R$ 2.200 brutos (R$ 1.900 com descontos), como inspetor de 4ª classe, mas possui uma casa de dois andares, com cerca de 500 m², no Recreio dos Bandeirantes, com câmeras de segurança na entrada, piscina, churrasqueira e freezer no quintal. Segundo funcionária da mansão, o imóvel estaria sendo usado atualmente apenas pela mulher e os dois filhos do policial.
Nesta quinta-feira, o delegado-chefe da Polícia Federal em Macaé, Eduardo Machado Fonte, foi preso, acusado de receber propina da máfia. O relatório mostra que os pagamentos variavam por mês de R$ 2 mil a R$ 30 mil.
Entre os 20 policiais civis presos na Operação Furacão 2, pelo menos quatro, já eram investigados pela Corregedoria da instituição, três deles por ligações com caça-níqueis e jogo do bicho.