Os jogadores da seleção brasileira consideram o momento da equipe tão bom que acham viável "dar espetáculo" mesmo sob o comando de Carlos Alberto Parreira, técnico cujos trabalhos são caracterizados por uma forte disciplina tática.
"Temos que nos divertir, mas com responsabilidade", afirmou o meia-atacante Ronaldinho Gaúcho. "Acho que não é nem querer dar espetáculo. É que, com os títulos, a confiança (para tentar jogadas de efeito) aumenta", completou o jogador, que volta ao time titular nesta quarta-feira, quando a seleção enfrenta o Equador, em Manaus, pela segunda rodada das eliminatórias sul-americanas.
Em 1994, sob o comando de Parreira, o Brasil conquistou a Copa do Mundo após 24 anos, mas até hoje aquela equipe é condenada por ter praticado um "futebol de resultados" em detrimento do chamado "futebol arte".
Ronaldo, reserva do time campeão nos Estados Unidos, afirma que o Brasil "tem que brincar", mas desde que concilie a molecagem com a cartilha do treinador.
"Temos que respeitar a tática da seleção. Ocorre que o Brasil é diferente das outras seleções justamente pela qualidade dos seus jogadores, e essas jogadas acabam saindo", opinou.
Os "Rs" não adotaram o mesmo discurso por mera coincidência. Ronaldinho Gaúcho, 23, admite que os passos de Romário, Ronaldo e Rivaldo, seus ídolos, também inspiram o rumo que dá a sua carreira. Essa é uma das razões que levaram o "1" titular do Brasil a preferir o Barcelona, da Espanha - onde o trio atuou -, ao Manchester United, da Inglaterra.
"Sempre tive vontade de jogar no Barça e acompanhar do caminho dos meus ídolos", admitiu o ex-jogador de Paris Saint-Germain e Grêmio, que não hesita em brincar com o hoje colega de seleção, dentuço assim como ele. Questionado sobre quem seria mais bonito, Ronaldinho não titubeou ao se eleger: "O xará é ídolo, mas aí também não".
Jogadores querem dar show
Os jogadores da seleção brasileira consideram o momento da equipe tão bom que acham viável "dar espetáculo" mesmo sob o comando de Carlos Alberto Parreira, técnico cujos trabalhos são caracterizados por uma forte disciplina tática. "Temos que nos divertir, mas com responsabilidade", afirmou o meia-atacante Ronaldinho Gaúcho. (Leia Mais)
Segunda, 08 de Setembro de 2003 às 18:02, por: CdB