A revista Interviú exibe as jogadoras da Asociación Deportiva Torrejón, de Madrid, do jeito que vieram ao mundo — nuas. A reportagem diz que as atletas buscam patrocínio depois de conquistarem o primeiro lugar na Superliga feminina da Espanha.
São camareiras, recepcionistas, jardineiras, maestras, engenheiras, empresárias e estudantes que não querem deixar o sonho de jogar de futebol. Mas a dificuldade financeira pela qual passa o clube pode transformar tudo num grande pesadelo.
As jogadoras do Torrejón, uma cidade de 116 mil habitantes a 19 quilômetros de Madrid, se mostram diferentes.
— Sou engenheira de telecomunicação de uma multinacional e jogo por amor ao futebol — comenta Nuria Baeza, 30 anos, lateral do time.
— Somos fantásticas porque no vestiário cobramos empenho e queremos nos divertir. Somos transparentes e nos ajudamos — completa Silvia Zarza, 30, meio-campo.
Ao terminar a sessão fotográfica, o presidente Juan García, responsável pelo time, felicitiou as jogadoras pela reportagem da interviú, e disse acreditar que o patrocínio vai chegar.