Rio de Janeiro, 06 de Novembro de 2026

Jobim diz que Forças Armadas podem ajudar a combater dengue

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse neste sábado, em Washington (EUA), que as Forças Armadas “estão dispostas a ajudar” no combate à dengue e no tratamento dos infectados com a doença no Rio de Janeiro.

Sábado, 22 de Março de 2008 às 08:36, por: CdB

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse neste sábado, em Washington (EUA), que as Forças Armadas “estão dispostas a ajudar” no combate à dengue e no tratamento dos infectados com a doença no Rio de Janeiro.

A assessoria de imprensa do ministro informou que Jobim levantou a possibilidade de os hospitais de campanha participarem da ação, como foi feito há dois anos, durante a intervenção federal na saúde no estado.

- Vamos montar hospitais de campanha para ajudar a população - disse o ministro.

O Estado Maior de Defesa ainda não definiu de que forma os militares poderão colaborar. As possibilidades estão sendo levantadas, segundo a assessoria. No início da semana, o ministro Jobim deve se reunir com os três comandantes das Forças Armadas para definir como será a operação.

Nelson Jobim volta na madrugada deste domingo de Washington, onde está desde a última terça-feira para conhecer a estrutura de defesa norte-americana.

A morte de mais uma criança com suspeita de dengue foi confirmada pelo Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio.

A menina Ana Clara Gonçalves, de sete meses, morreu nesta sexta-feira Santa e no atestado de óbito constava dengue como causa de "morte terciária", sendo pneumonia a primária.

- Nós não tivemos a confirmação, que é dada por um exame de sorologia para dengue ou teste rápido, mas o médico que atendeu à criança suspeitou que ela contraiu dengue devido ao número baixo de plaquetas - explicou o chefe do plantão da emergência do Hospital Albert Schweitzer, Luiz Henrique Pereira.

Na primeira quinzena de março, o Hospital Albert Schweitzer atendeu a 495 pessoas com suspeita de dengue, e segundo o médico Luiz Henrique Pereira, as duas enfermarias reservadas para esses casos na unidade estão sempre lotadas. O pronto atendimento e a emergência do hospital também estão permanentemente lotados.

Em toda a extensão da entrada do hospital pode ser visto uma água aparentemente limpa e parada. Segundo os moradores da região, o problema teria começado há três meses e seria resultado de um cano de água danificado.

Nas farmácias próximas ao hospital, os estoques de repelentes foram zerados. A zona oeste é a área considerada mais crítica na cidade.

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