O ministro da Defesa, Nelson Jobim, cobrou nesta segunda-feira uma relação de transparência das empresas aéreas com o governo federal e exigiu também que as companhias apresentem, o mais rápido possível, uma solução para a redução do número de poltronas nas aeronaves. Ele reclamou, na semana passada, do espaço apertado entre os assentos.
"O ministro considera uma conduta de parceiros entre governo e empresas aéreas", informou a assessoria do Ministério da Defesa. "O espaço [existente hoje entre os assentos] é antivital", disse Jobim, por meio de sua assessoria.
Jobim se reuniu com três representantes da Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) - José Márcio Monsao Mollo (diretor-presidente), Anchieta Hélsia (secretário-geral) e Geraldo Ribeiro Vieira (diretor jurídico).
Durante a conversa, o ministro pediu ao Snea para fundamentar todas as necessidades e reivindicações da entidade e encaminhar ao ministério. Também informou que irá analisar um estudo realizado pela UnB (Universidade de Brasília), que trata da relação entre a aviação civil e o PIB (Produto Interno Bruto).
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) não participou do encontro. O ministro decidiu adiar a reunião que teria hoje com diretores da agência por falta de espaço em sua agenda e por considerar mais importante a discussão com as empresas aéreas.
Ainda nesta segunda-feira, Jobim se reúne com representantes da Abtar (Associação Brasileira de Transportes Aéreo Regional). Em seguida, o ministro poderá conceder uma entrevista coletiva, segundo sua assessoria.