Após passar por mais uma etapa de sua viagem a postos militares fronteiriços do Comando Militar da Amazônia (CMA), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, identificou escassez de profissionais no atendimento à saúde.
— Em Tabatinga e em Palmeiras do Javari [no Amazonas] constatamos um problema básico, que é a falta de pessoal de saúde —, disse nesta segunda-feira.
— Observamos que as enfermarias e os postos de saúde estavam completos —, completou.
É o quarto dia da viagem do ministro e de outras autoridades à Amazônia. Na maior parte dos locais visitados, o atendimento à população é feito por médicos militares, que servem durante dois anos em cada local. O ministro também comentou a situação dos profissionais civis de saúde como parte da solução.
— Temos que pensar como fazer para termos médicos e enfermeiros nestas regiões do país. Talvez pudéssemos pensar numa forma de os que se formam em universidades públicas recompensarem o Estado e a nação brasileira prestando serviços nesses locais —, disse Jobim que vai procurar pôr o assunto em discussão.
Ele passou a noite em Tabatinga (AM), na fronteira com Colômbia e Peru. Visitou o 1º Pelotão Especial de Fronteira na comunidade de Palmeiras de Javari. Seguiu viagem para Cruzeiro do Sul (AC), onde falou à imprensa nesta tarde.
A bordo de helicópteros, ele e a comitiva se dirigiram ao Destacamento de Marechal Taumaturgo, onde fica o 71º Batalhão Especial de Infantaria de Selva.
Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que estavam na comitiva retornaram ontem a Brasília.
Jobim aponta falta de profissionais de saúde em locais da Amazônia
Segunda, 15 de Outubro de 2007 às 16:06, por: CdB