Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Jobim anuncia que OceanAir assumirá rotas e aviões da BRA

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou nesta sexta-feira, no Rio, que a OceanAir vai assumir toda a área comercial da BRA. A decisão, fruto de um acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, fará com que a OceanAir assuma os passageiros e as rotas e da BRA. A companhia anunciou a suspensão de suas atividades na última terça-feira. (Leia Mais)

Sexta, 09 de Novembro de 2007 às 15:12, por: CdB

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou nesta sexta-feira, no Rio, que a OceanAir vai assumir toda a área comercial da BRA. A decisão, fruto de um acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, fará com que a OceanAir assuma os passageiros e as rotas e da BRA. A companhia anunciou a suspensão de suas atividades na última terça-feira.

Com a decisão da OceanAir de assumir as rotas da BRA, o ministro Jobim estima que acabarão os problemas de aproximadamente 70 mil passageiros, que já tinham comprado passagens com a BRA, a terceira colocada no ranking do setor do país.

Sobre as dívidas da empresa, o ministro disse que ainda não timha detalhes de como a questão seria resolvida, mas que o problema teria uma solução gradual. Até o mês passado, a BRA tinha cerca de 4,6% de participação no mercado. A OceanAir ocupava a quarta posição, com 2,61% de fatia do mercado.

Intervenção

O governo decidiu intervir para garantir o atendimento aos 70 mil passageiros que possuem bilhetes emitidos pela companhia aérea até março de 2008.  Jobim afirmou que a intervenção não representa nenhum tipo de ajuda financeira.

A companhia pede R$ 30 milhões para custear as indenizações de seus 1,1 mil funcionários, que estão de aviso prévio, e para ressarcir passageiros.

O ministro declarou que está sendo feito um levantamento sobre o passivo da BRA, mas a decisão política e empresarial de realização do acordo para evitar que os passageiros fiquem sem atendimento já está tomada.

Socorro estatal

Na quinta-feira, Jobim afirmou que o poder público não teria condições de tomar providências para evitar que a companhia aérea chegasse à situação de insolvência.

— Não temos condições, estamos em regime de mercado. O contribuinte brasileiro não teria que investir na BRA. Quem teria que investir eram seus investidores — declarou em conversa com jornalistas em Brasília.

Os investidores da BRA, agrupados no Brazil Air Partners, negociam a obtenção de R$ 22 milhões para reembolsar seus passageiros que já haviam adquirido passagens da companhia. Outros R$ 7 milhões estão sendo negociados para pagar a rescisão dos trabalhadores que estão em aviso prévio.

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