Rio de Janeiro, 26 de Maio de 2026

Jefferson vai assinar CPI dos Correios

O presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), defendeu-se nesta terça-feira no plenário da Câmara das acusações de envolvimento com esquema de corrupção na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) citada pela reportagem da revista Veja desta semana e garantiu que vai assinar o requerimento de CPI proposta pela oposição. (Leia Mais)

Terça, 17 de Maio de 2005 às 17:25, por: CdB

O presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), defendeu-se nesta terça-feira no plenário da Câmara das acusações de envolvimento com esquema de corrupção na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) citada pela reportagem da revista Veja desta semana e garantiu que vai assinar o requerimento de CPI proposta pela oposição. Jefferson negou ter "conversado sobre negócios com Maurício Marinho", ex-diretor dos Correios que aparece nas fitas gravadas pela revista pedindo propina em nome do deputado e ainda leu uma carta enviada por Marinho à direção da estatal assumindo sozinho a culpa pelo episódio.

No início do seu pronunciamento, Roberto Jefferson garantiu que foi procurado recentemente por empresários os quais diziam ter fitas nas quais Marinho aparecia pedindo propina em seu nome. O deputado disse que foi ameaçado diversas vezes a renunciar. Jefferson rechalou envolvimento com o caso e disse que "é comum alguém, vendendo prestígio, usar o nome de outras pessoas".

O deputado afirmou ainda que está com as fitas gravadas que reproduzem a conversa e que entregará a todos os líderes da Casa para que todos tenham conhecimento de todo o conteúdo e não apenas "parcial, como teria divulgado a revista", afirmou. O presidente do PTB afirmou também que recebeu em casa a íntegra das fitas gravadas com o caso de extorsão e entregou uma cópia ao presidente da Câmara, Severino Cavalcanti.

Jefferson acusa Marinho de fingir ter uma "intimidade" com ele que na verdade não teria. "(Maurício Marinho) chama para si uma responsabilidade de decisão que creio que ele não tem, uma importância de relações que ele não possui", afirmou Jefferson. O deputado garantiu que esteve com o acusado "três ou quatro vezes, foi a meu aniversário no ano passado com Antônio Osório, esse sim, meu companheiro de partido".

Ele afirma ainda que Marinho não foi indicado pelo PTB ao cargo, e sim, um funcionário de carreira da casa, selecionado ao cargo por meio de currículo pelo então chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Antônio Osório Batista. "Esse sim, é meu amigo há muitos anos. E ponho a mão no fogo por ele", afirmou o deputado.

Dirigindo-se ao jornalista que redigiu a reportagem da revista, Jefferson diz que a "matéria é frágil" e que lista erroneamente indicados do PTB em cargos de diretorias em autarquias do governo federal.

Ele ainda afirmou que vários deputados da Câmara já devem ter passado por situações semelhantes. "Muitos já devem ter passado por isso, alguém vendendo prestígio e confiança pedindo dinheiro em nome da gente", disse.

O plenário da Câmara estava praticamente lotado.

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