Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2026

Jefferson entrega carta de demissão do PTB nesta sexta

O deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) já prevê a sua saída da presidência do partido até sexta, quando será realizada nova reunião da cúpula dos correligionários. Ele irá entregar uma carta na qual afirma querer se afastar do partido, enquanto durarem as investigações do pagamento de propina a deputados. (Leia Mais)

Segunda, 13 de Junho de 2005 às 06:39, por: CdB

O deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) já prevê a sua saída da presidência do partido até esta sexta-feira, quando será realizada nova reunião da cúpula dos correligionários. Ele irá entregar uma carta na qual afirma querer se afastar do partido, enquanto durarem as investigações do pagamento de propina a deputados do PP e do PL, para que aprovassem projetos de interesse do governo federal.

Nesta quarta-feira, Jefferson irá prestar um depoimento secreto à Corregedoria da Câmara. Falará a um colegiado de parlamentares que tem como principais integrantes dois deputados do PP - Ciro Nogueira (PI) e Robson Tuma (SP) -, partido liderado por José Janene (PR), apontado por Jefferson como um dos operadores do "mensalão".

Ao fazer novas denúncias no domingo, de que o dinheiro provinha de emepresas estatais e privadas, Jefferson afirmou não ter provas concretas. Mas afirmou que o pagamento de propina era conversa recorrente no Congresso.

Além de depor nesta terça-feira, no Conselho de Ética da Câmara, ele também saberá quem serão os parlamentares - um senador e um deputado - que dirigirão a CPI Mista, criada para investigar o caso de corrupção nos Correios. Os líderes governistas resistem em deixar que o PFL indique o senador César Borges (BA) para a relatoria das investigações. Temem que o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), controle a CPI por intermédio de Borges, seu apadrinhado.

Os integrantes da base não querem também que um petista assuma a tarefa de relatar as investigações por considerarem que o partido não tem quadros para o trabalho. Nesta segunda, tentam um acordo com a oposição para a escolha de um outro nome. Encontrarão disposição para negociar no PSDB, mas resistência no PFL. A persistir esse quadro, os cargos de presidente e relator da CPI serão decididos nos votos.

Os candidatos do governo, que devem vencer numa provável disputa, são o líder do PT no Senado, Delcídio Amaral (MS), para a presidência, e o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), para a relatoria.

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