A Alta Corte da Grã-Bretanha rejeitou na quinta-feira um pedido da família de Jean Charles de Menezes para que um inquérito sobre a morte do brasileiro fosse conduzido antes de um julgamento relacionado ao caso.
Com o objetivo de apressar a investigação, a família havia pedido que ela ocorresse antes do julgamento da Polícia de Londres, que é acusada, como um todo, de violações das leis de segurança e saúde nas ações que resultaram na morte de Jean Charles, em julho de 2005, na capital britânica.
O oficial de justiça John Sampson havia determinado que o inquérito só ocorresse depois do julgamento da Polícia, que deve começar em outubro deste ano.
Na quinta-feira, dois juízes da Alta Corte divulgaram um parecer em que reconhecem que o oficial agiu dentro de suas atribuições ao tomar a decisão, em que alegou que o inquérito iria prejudicar o julgamento.
No entanto, a Corte indicou que o inquérito deve ocorrer independentemente do resultado do julgamento da Polícia - que será restrito às violações das leis de segurança e saúde.
Um porta-voz da família de Jean questionou o fato de que, quase dois anos após a morte, ainda não tenha sido realizada uma investigação sobre o ocorrido e disse que a decisão aumenta o sofrimento da família.
Jean Charles foi morto com sete tiros por policiais britânicos que acreditavam estar atrás de um homem-bomba.
A morte, em uma estação de metrô no sul da capital britânica, ocorreu duas semanas após atentados a bomba que mataram dezenas de pessoas e um dia após novos atentados frustrados na cidade.
Em julho passado, a Procuradoria-Geral britânica anunciou que nenhum policial iria enfrentar individualmente um processo criminal relacionado à morte e decidiu que a Polícia como um todo seria processada.
Jean Charles: Corte rejeita tentativa de apressar inquérito
Sexta, 15 de Junho de 2007 às 05:24, por: CdB