Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Javier Bardem e cineastas querem tratado contra pirataria

O ator espanhol Javier Bardem e vários cineastas fizeram um apelo aos internautas a apoiar os setores de produção cultural criativa que lutam para sobreviver à era da pirataria digital, evitando fazer downloads ilegais de filmes e música gratuitos.

Quarta, 20 de Julho de 2011 às 12:16, por: CdB
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O ator espanhol Javier Bardem e vários cineastas fizeram um apelo aos internautas a apoiar os setores de produção cultural criativa que lutam para sobreviver à era da pirataria digital, evitando fazer downloads ilegais de filmes e música gratuitos. O diretor de cinema Iain Smith, o produtor egípcio Esaad Younis e o produtor e diretor indiano Bobby Bedi se uniram a Bardem para lançar um pedido por um novo tratado global para proteger os direitos dos atores e criadores de conteúdos audiovisuais. Bardem, premiado com o Oscar e visto atualmente nos cinemas em Biutiful, disse sobre a indústria do cinema: – Mais de 90% das pessoas que trabalham no setor enfrentam problemas sérios para pagar seus aluguéis, suas contas e até mesmo comer. – A remuneração é crucial, não para mim, mas para os 90% que enfrentam problemas sérios para ganhar a vida. Bardem disse que, diferentemente do que acontece com diretores, roteiristas e músicos, os direitos dos atores não são protegidos pelas leis internacionais atuais de direitos autorais. – Nós, atores, contribuímos com outra coisa. Em certo sentido, somos autores. O ator espanhol, que recebeu um Oscar por seu papel coadjuvante no filme de 2007 dos irmãos Coen Onde os Fracos Não Têm Vez, é casado com Penelope Cruz, que contracena com Johnny Depp em Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas. Aludindo às pessoas que descarregam filmes na Internet sem pagar, ele falou: – As pessoas pensam que estão prejudicando o produtor que viaja de jatinho particular ou tem cinco piscinas ou o ator de Hollywood com três mansões em cada cidade. Elas se enganam. Estão prejudicando pessoas que mal conseguem ganhar a vida. Graças à tecnologia digital, tornou-se fácil e barato descarregar novas obras culturais instantaneamente em qualquer parte do mundo. – Isso permite o roubo de nosso produto de alta qualidade. Só que isso não é visto como sendo roubo –, disse Bardem. Iain Smith, produtor nascido na Escócia cujas obras incluem Sete Anos no Tibete, disse que o sonho de Hollywood se tornou um "pesadelo de Hollywood". – A pirataria é uma ameaça enorme. Ela já provocou uma perda maciça de receita à indústria cinematográfica norte-americana e a outras–, afirmou ele, estimando que apenas a indústria do cinema dos EUA perdeu US$ 25 bilhões no ano passado. Avatar já foi descarregado ilegalmente 16,5 milhões de vezes, seguido por Kick Ass - Quebrando Tudo (11,4 milhões de vezes), ao mesmo tempo em que a venda de ingressos para o cinema vem caindo, disse Smith. – O público quer magia, mas a magia tem um preço. É preciso que haja um contrato entre o dinheiro e a arte, o investimento e a criação. Bobby Bedi disse que a tecnologia digital oferece uma oportunidade de desenvolvimento para o cinema. – Mas, se for mal utilizada, pode ser um problema imenso para nós. A pirataria é a maior maldição de meu setor –, disse ele.
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