Jardim Botânico renova convênio para repatriamento de amostras da flora brasileira
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) firmou convênio com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Consulado Britânico e o Real Jardim Botânico de Kew, do Reino Unido, dentro do Programa Plantas do Brasil
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) firmou convênio com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Consulado Britânico e o Real Jardim Botânico de Kew, do Reino Unido, dentro do Programa Plantas do Brasil: Resgate Histórico e Herbário Virtual para o Conhecimento e a Conservação da Flora Brasileira (Reflora). Esse programa prevê o repatriamento virtual de amostras da flora brasileira que estão em instituições estrangeiras e serão incorporadas ao projeto Herbário Virtual do JBRJ.
- “Nessa colaboração, em particular, dentro do Programa Reflora, com o Kew Gardens, nós celebramos a sua segunda fase, ou seja, os aportes de recursos, tanto do governo britânico, por meio do Fundo Newton, gerenciado pelo Conselho Britânico, quanto do governo brasileiro - disse à Agência Brasil o diretor de Pesquisa Científica do Jardim Botânico, Rogério Gribel. Assim, o JBRJ entra na segunda etapa do repatriamento de amostras brasileiras, chamadas tecnicamente de exsicatas (planta prensada e, em seguida, seca numa estufa, herborizada, fixada em uma cartolina), que estão depositadas no herbário do Jardim Botânico de Kew.
Gribel lembrou que a primeira fase do convênio foi firmada em 2011, com o repatriamento de amostras do Kew Gardens e do herbário do Museu Nacional de História Natural, de Paris. O diretor informou que atualmente, outras instituições estão envolvidas no projeto.
O Fundo Newton foi criado pelo governo britânico com a finalidade de promover iniciativas que fortaleçam o desenvolvimento social e econômico de países emergentes. O fundo está investindo no projeto de repatriação de amostras para o JBRJ cerca de 676 mil libras esterlinas, ou o equivalente a R$ 3,2 milhões, o que permitirá a digitalização de 80 mil exsicatas do Kew Gardens. O diretor de Pesquisa Científica informou que está prevista uma contrapartida do governo brasileiro na mesma escala.
Os investimentos na primeira fase do convênio atingiram em torno de R$ 7 milhões, disse Rogério Gribel, e envolveram recursos para bolsas de pesquisadores, investimentos em infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação (TIC) e captura de dados no exterior.
O Jardim Botânico do Rio disponibilizou para o público dados e imagens digitalizadas de 1 milhão de amostras botânicas no Herbário Virtual. Elas incluem amostras da própria coleção da instituição, amostras de outros 17 herbários nacionais e de seis instituições estrangeiras que têm em suas coleções plantas brasileiras, como o Kew Gardens e o Museu Nacional de História Natural, de Paris. O número é considerado pioneiro por uma instituição científica brasileira.
O Jardim Botânico lançou também na quinta-feira o seu Portal de Dados. Segundo Rogério Gribel, o portal engloba não só as informações do Herbário Virtual, mas também dados sobre conservação da flora e outros sistemas referentes à flora do Estado do Rio, entre outros. “São dados vinculados à diretoria de Pesquisa Científica do JB. Ou seja, o portal é maior, muito mais amplo (que o herbário)”, salientou Gribel.
Acrescentou que a dinâmica do portal é permanente. Ele crescerá à medida que forem sendo incorporados dados relativos a todos os programas, projetos e pesquisas do Jardim Botânico, incluindo listagens de plantas em determinadas localidades, dados de animais e plantas. “É um conjunto de dados muito complexo que vai ficar disponível ao público de nossos projetos e programas”.
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