Pesquisadores japoneses estão trabalhando em uma tecnologia para escrever e desenhar na água. Por enquanto, eles conseguiram obter caracteres básicos por meio de um dispositivo composto por 50 pequenos geradores de ondas instalados em um tanque.
O estudo está sendo coordenado pelos laboratórios Akishima e pelo professor Shigeru Naito, da Universidade de Osaka. O dispositivo, chamado de Advanced Multiple Organized Experimental Basin (AMOEBA), é composto pelos geradores dispostos em círculo no total de 1,6 metros de diâmetro e 30 centímetros de profundidade.
Por meio de um sistema de controle, os geradores formam ondas circulares que agem como pixels de 10 centímetros de diâmetro e quatro de altura, e que combinados, formam linhas e figuras. O AMOEBA já é capaz de mostrar todo o alfabeto romano, assim como alguns caracteres kanji, de origem chinesa e adotados no Japão. Cada imagem fica visível por até três segundos. Eles querem deixar as letras e desenhos visíveis por mais tempo na água.