O ministro da Defesa do Japão, Shigeru Ishiba, ordenou nesta sexta-feira, o envio da segunda frente de soldados não combatentes ao Iraque para tarefas humanitárias.
Segundo as instruções do responsável da defesa japonesa, em breve, embora em data não especificada, partirão a bordo de um avião de linhas aéreas civis rumo à cidade de Samawa, ao sul de Bagdá, 30 soldados e comandantes das Forças de Terra.
A missão se encarregará de inspecionar a segurança da área para que, em seu regresso, o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, possa aprovar o anúncio definitivo dos 600 militares que irão para o país árabe.
Sua saída representa um marco, já que até o momento nenhum soldado de terra do Exército japonês pôs seus pés em outro país em um conflito aberto, desde a derrota do país na II Guerra Mundial.
Koizumi prometeu ao presidente americano, George W. Bush, o envio de soldados para a reconstrução do Iraque e teve de aprovar uma lei especial. O projeto criou um intenso debate e oposição no país, devido à instável segurança iraquiana e aos ataques sofridos pelas forças aliadas instaladas naquele país.
A ordem de saída demorou, pois o partido Komeito, aliado governamental do majoritário Liberal Democrata (PLD), se negava a aceitar o envio da frente militar.
Espera-se que até o final de março os quase 600 militares japoneses possam estar no Iraque para realizar trabalhos de fornecimento de água potável e remédio, melhora das infra-estruturas educacionais e da rede elétrica para a população iraquiana.