A tragédia que assola o Japão é lastimável sob todos os aspectos – e deixo aqui meu pesar pelas mortes e pela destruição de regiões do país – mas é também um alerta para todos os governos, que precisam priorizar a agenda do meio ambiente. No caso do Brasil, nosso governo precisa reorganizar rapidamente todo nosso sistema de defesa civil, que vive na pré-história, uma vez que os acidentes naturais ou provocados pela ação humana, como aconteceu na região serrana do Rio, são cada vez mais comuns.
O Brasil precisa retomar urgente a agenda ambiental em âmbito mundial. Apesar dos pequenos avanços, no computo geral, fracassaram as negociações multilaterais em Copenhague. Para além da solidariedade necessária e urgente com o Japão, nosso governo e sua diplomacia precisam adotar uma postura militante e de cobrança para que todas as nações voltem a negociar e tomar medidas práticas e imediatas, ainda que o terremoto no Japão não tenha uma causa diretamente ligada ao aquecimento global.