Yoshihide Suga não abriu espaço para perguntas, após declaração à imprensa
O Japão criticou fortemente no domingo (horário local) uma gravação feita supostamente para anunciar a execução de um cidadão japonês detido por militantes do Estado Islâmico (EI) e exigiu a libertação imediata de outro refém mantido pelos rebeldes. O secretário-chefe de gabinete, Yoshihide Suga, disse num breve comunicado televisionado que a gravação parecia mostrar o refém Haruna Yukawa sendo morto.
– Trata-se de um ato ultrajante e inaceitável. Exigimos fortemente a rápida liberação do senhor Kenji Goto, o outro refém, sem danos – disse Suga.
Suga leu a declaração e se recusou a responder perguntas.
Militantes islâmicos
Ainda neste sábado, a polícia espanhola prendeu quatro pessoas no enclave de Ceuta, no norte da África. Os detidos são suspeitos de pertencerem a uma rede militante islâmica, afirmou o Ministério do Interior da Espanha. O país aumentou a segurança e esforços para impedir a radicalização de jovens cidadãos muçulmanos após os ataques em Paris este mês em que atiradores islâmicos mataram 17 pessoas.
A polícia espanhola investiga se os quatro detidos estavam planejando atacar a Espanha, afirmou o ministério em comunicado sem dar mais detalhes. Fontes próximas da investigação afirmaram ao jornal El País que o inquérito começou há duas semanas quando um dos quatro detidos publicou um vídeo em sua página no Facebook que o mostra dando treinamento militar e pedindo a outros para se juntar à jihad.
A Espanha está entre uma série de países europeus que tenta impedir que jovens cidadãos muçulmanos se tornem jihadistas na Síria ou no Iraque, temendo que eles possam retornar para organizarem ataques em seu próprio território.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.