O Japão aceitou reexaminar o pedido de extradição do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, disseram autoridades do Peru na sexta-feira depois de negociações realizadas em Tóquio.
Fujimori, filho de imigrantes japoneses, fugiu para o país asiático em novembro de 2000 em meio a um escândalo de corrupção. O presidente estava no governo havia dez anos.
Martha Chavarri, subsecretária para assuntos da Ásia e do Pacífico junto ao Ministério das Relações Exteriores do Peru, afirmou que as autoridades japonesas tinham prometido reexaminar o caso.
``As autoridades do Japão vão estudar o caso e darão uma resposta para nosso pedido de extradição'', afirmou Chavarri.
Segundo a subsecretária, a reunião aconteceu a pedido do Japão, que pediu maiores informações jurídicas sobre o caso.
Questionada sobre se achava que a iniciativa do governo japonês mostrava seriedade na avaliação do pedido de extradição, Chavarri respondeu: ``É assim que vemos a questão.''
Chavarri afirmou que o Peru não tinha uma data limite em vista, mas que esperava do Japão uma resposta dentro de um prazo ``razoável''.
A subsecretária também disse não haver reclamações sobre o modo como o país asiático tratou do assunto até agora.
``Acho que não há nada na postura japonesa que seja inaceitável'', afirmou Chavarri.
Fujimori é acusado de vários crimes no Peru. O mais sério deles é o de assassinato, relacionado com as alegações de que o então presidente autorizou um massacre realizado nos anos 90 por um esquadrão da morte das Forças Armadas.
O ex-líder peruano diz ser inocente.
Fujimori possui cidadania japonesa porque os pais dele o registraram junto a autoridades consulares quando ele era criança.