As autoridades japonesas afirmaram, nesta sexta-feira ,que ainda acreditam em persuadir a China para que Pequim aceite uma ampliação do Conselho de Segurança da ONU, apesar da oposição chinesa à proposta de conceder vagas permanentes a Brasil, Japão, Alemanha e Índia.
A China afirma que o Japão deveria demonstrar mais remorso por seu belicismo no início do século XX para se tornar merecedor de um posto permanente.
O porta-voz do ministério das Relações Exteriores japonês, Hatsuhisa Takashima, disse que Tóquio continuará tentando falar com a China para buscar sua melhor compreensão e contribuição e tentará obter seu apoio para reformar o Conselho de Segurança.
A China, único país asiático com poder de veto no Conselho de Segurança, afirmou que o projeto de resolução apresentado pelos quatro candidatos que incentivam a expansão, que será discutido em setembro, prejudicaria o organismo.
- Esta é uma iniciativa perigosa, e certamente a China se oporá - disse na quinta-feira em Nova York o embaixador chinês na ONU, Wang Guangya. O diplomata afirmou que a China se inclina por outro projeto incentivado por Itália, México e Paquistão para ampliar o Conselho a 25 países, mas sem novos membros permanentes com poder de veto.