Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Japão eleva acidente nuclear de Fukushima ao nível do de Tchernobil

Terça, 12 de Abril de 2011 às 02:36, por: CdB
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O Japão elevou nesta terça-feira de 5 para 7 o nível de alerta na central atômica de Fukushima, após o acidente nuclear, caracterizando a situação de "catástrofe nuclear". Segundo a Escala Internacional de Eventos Nucleares (Inês, do inglês), 7 é o nível máximo e só foi aplicada até agora após o acidente nuclear de Tchernobil, há 25 anos. O porta-voz da agência japonesa de segurança nuclear disse tratar-se de uma classificação provisória e que a avaliação final deverá ser feita pela Agência Internacional de Energia Atômica. Aumentar o nível de magnitude do acidente para 7 significa admitir que a radioatividade, após o acidente nuclear, tenha fortes consequências sobre a saúde e o meio ambiente. No entanto, a radioatividade liberada em Fukushima corresponde a apenas 10% do irradiado em Tchernobil, segundo a Agência de Segurança Nuclear do Japão. Área de risco O governo japonês ampliou nesta segunda-feira a área de risco de contaminação radioativa para um raio de 30 quilômetros da central nuclear de Fukushima. A radioatividade é emitida principalmente pelo reator de número 2, que explodiu no último dia 15 de março, informou a agência de notícias japonesa Kyodo. Segundo o porta-voz da Tepco (empresa operadora da usina nuclear de Fukushima) Junichi Matsumoto, o vazamento de radioatividade de Fukushima poderá superar a quantidade liberada em Tchernobil. A escala que mede os acidentes nucleares foi criada depois da catástrofe em Tchernobil. A intenção era poder definir a seriedade de um acidente nuclear. Para medir o nível de radioatividade são analisadas quantidades de iodo 131 e césio 137 liberadas. Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Classificação na escala Ines ainda é provisória Réplicas não cessam Nesta terça-feira, uma réplica de terremoto de 6,3 graus de magnitude sacudiu o nordeste do Japão e causou um incêndio próximo ao reator de número 4. Operadores da Tepco disseram que conseguiram apagar o fogo rapidamente e que não foram registradas consequências para os trabalhos de refrigeração dos reatores. Na segunda-feira, exatamente um mês após o terremoto seguido de tsunami que devastou parte do Japão, uma forte réplica seguida de alerta de tsunami atingiu o país. O alerta, no entanto, foi cancelado duas horas depois, mas há estava em curso o acidente nuclear.
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