Em 1956, no primeiro aniversário da morte de James Dean, Michael Sheridan, que tinha 17 anos na época, viajou de carona de sua cidade natal na Pensilvânia para Fairmount, Indiana, a cidade de Dean, na esperança de poder assistir à cerimônia religiosa em memória do ator.
Ele conseguiu entrar na cerimônia, onde conheceu muitos parentes do ator e fez várias amizades. Essa viagem levou Sheridan a embarcar numa missão que, desde então, tem sido uma das principais de sua vida: descobrir tudo o que podia sobre Dean e encontrar os quase 40 programas de televisão em que Dean atuou antes de aparecer em Vidas Amargas (East of Eden).
Esse é um resumo sobre a história de uma produção que vai passar no Festival de Cinema de Cannes: um documentário longe-metragem intitulado James Dean: Forever Young fará sua estréia mundial na quarta-feira, tendo como crédito "um filme de Michael J. Sheridan."
De fato, Sheridan escreveu, produziu, dirigiu e editou o filme, com o incentivo e a ajuda de Jim Cardwell, da Warner Home Video, que, segundo Sheridan, "compartilhou minha visão e compreendeu o valor e o potencial do projeto. Sem Jim, isto nunca teria sido concretizado."
Por sorte, então, o filme realmente foi feito. E é de longe o melhor documentário visto até hoje sobre James Dean, não apenas graças à habilidade de Sheridan como editor (seus créditos anteriores incluem a colaboração na edição dos dois primeiros filmes Era Uma Vez em Hollywood, a co-autoria, co-produção, co-direção e co-edição de Era Uma Vez em Hollywood 3, e a edição de vários filmes e programas de TV, entre eles dois para Franco Zeffirelli e dois para Terence Young), mas também porque os (muitos) clipes raros de James Dean em ação que ele encontrou e incluiu no documentário mostram que o ator sabia fazer muito mais do que se desconfia quando se assistiu apenas aos três longas famosos estrelados por ele.
Forever Young também vai estrear em 24 de maio no National Film Theatre de Londres e deverá ter ótimas vendas em vídeo. Será uma novidade interessante, mesmo para os fãs mais ardentes de James Dean.
James Dean reaparece em novo documentário
Em 1956, no primeiro aniversário da morte de James Dean, Michael Sheridan, que tinha 17 anos na época, viajou de carona de sua cidade natal na Pensilvânia para Fairmount, Indiana, a cidade de Dean, na esperança de poder assistir à cerimônia religiosa em memória do ator. (Leia Mais)
Terça, 17 de Maio de 2005 às 13:01, por: CdB