Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Jair da Rosa pinto morre aos 84 anos no Rio

Quinta, 28 de Julho de 2005 às 08:16, por: CdB

Faleceu nesta quinta-feira, aos 84 anos, o ex-jogador da seleção brasileira de futebol Jair Rosa Pinto. Internado no Hospital da Lagoa, Jair morreu vítima de embolia pulmonar. O corpo será removido do Hospital da Lagoa e velado a partir das 11h na capela D do Cemitério do Caju. Na sexta-feira ele será cremado.

O ex-meio campo começou sua carreira no Madureira, passando depois por clubes como Vasco, Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo e Ponte Preta. Foi campeão carioca pelo Vasco em 1945 e 1947, paulista por Palmeiras (1950) e Santos (1956, 1958 e 1960), além do título sul-americano pela seleção brasileira, em 1949.

O jogador também esteve com a equipe verde e amarela na Copa do Mundo de 1950, quando o Brasil foi vice-campeão, perdendo a final para o Uruguai, no Maracanã.

Jair Rosa Pinto teve uma das mais longas e brilhantes carreiras do futebol brasileiro. Franzino, pernas finas, seu fortíssimo chute de canhota foi o terror dos goleiros nas décadas de 40 e 50, transformando-o num dos maiores meias ofensivos do país.

Começou no Madureira formando um trio de sucesso com Lelé e Isaías. Os três ficaram conhecidos como "Os Três Patetas" e chegaram rapidamente à seleção brasileira. Em 1943, transferiu-se para o Vasco da Gama, pelo qual foi campeão carioca invicto em 1945. Tinha ao seu lado feras como Barbosa, Ademir Menezes, Danilo Alvim e Chico, no famoso time chamado de "Expresso da Vitória".

Em 1948, numa transferência milionária e polêmica, Jair deixou o Vasco para defender seu maior rival, o Flamengo. No rubro-negro, preencheu o vazio deixado por Zizinho, que fora negociado com o Bangu.

Era a estrela maior do time da Gávea, mas numa decisão, em 1949, a torcida acusou-o de ter facilitado as coisas na derrota para o Vasco por 5 x 2, depois de o Mengo estar ganhando por 2 x 0. Jair, ex-vascaíno, teve de deixar o Flamengo. Foi vendido ao Palmeiras.

No time paulista, Jajá de Barra Mansa (como o meia ficou conhecido no futebol, em alusão à cidade vizinha à sua terra natal, Quatis) conquistou, além de um Campeonato Paulista, a Copa Rio (1951), uma espécie de mundial interclubes. Jair foi o grande comandante da equipe no empate por 2 x 2 com a Juventus, da Itália, que valeu a faixa de campeão.

Em 1956, Jair foi para o Santos, numa troca com o zagueiro Formiga. No Peixe, ajudou o time nas conquistas do Campeonato Paulista de 1956 e de 1958 (o último jogando ao lado de Pelé). Jajá ainda defendeu o São Paulo e a Ponte Preta, na qual encerrou a carreira aos 43 anos.


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