Diego Armando Maradona declarou ao chegar em Buenos Aires que o incidente ocorrido no aeroporto internacional do Rio de Janeiro na quinta-feira não deve apagar o motivo pelo qual veio ao Brasil.
O ex-craque participou na noite de quarta-feira de uma partida beneficente organizada por Zico.
- Antes de mais nada, por favor, quero declarar que isso não apaga o motivo pelo qual fui ao Brasil. Isso não apaga em nada o que me levou a viajar ao Rio. Digo e repito: eu me diverti muito com a partida, me reencontrei com Zico, com muitos amigos, e todos me trataram muito bem. Acabamos perdendo o avião, mas nada mais que isso - disse o ex-jogador.
Maradona conseguiu chegar a Buenos Aires por volta das 18h. Duas horas mais tarde, organizou uma coletiva de imprensa para esclarecer o ocorrido. De acordo com ele, estavam "sentados na área VIP quando chegaram alguns policiais e perguntaram o porque dos destroços." "Estávamos sentados", disse Maradona, e então, ainda segundo o argentino, os oficiais sacaram suas armas.
- Se tivéssemos feito algum destroço, não estaríamos aqui - desmentiu Maradona. "O tipo seguia apontando com a arma, eu o perguntei o que estava fazendo e ele me disse que nós poderíamos estar armados, ou algo assim. Lógico, eu disse que não, que já tínhamos passado pelos detectores de metal, e então eles as guardaram ", relembrou Maradona ao ressaltar que apenas um policial permaneceu com a arma em punho, justamente aquele que o escoltava.
- Louco, para, vai me matar. Quem pensa que somos, Randall (personagem de um seriado televisivo)? - contou Maradona sobre sua conversa com o policial. "Depois me cansei e disse: - Vai, atira. Vai, atira, atira. Se me matar vai ficar famoso - disse o craque.
Depois da discussão com a polícia, Maradona disse que o cônsul da Argentina no Rio de Janeiro, Jorge Molina, compareceu ao aeroporto acompanhado de um advogado e resolveu o problema. "Quero agradecer ao cônsul e também a todos os brasileiros, porque depois do incidente chamaram o Zico, Jorginho e outros garotos para saber qual era o problema."
Maradona conseguiu embarcar para São Paulo, onde tomou um vôo para Buenos Aires. Já em solo argentino, ele evitou a imprensa que o aguardava no saguão do aeroporto, para só depois dar sua versão dos acontecimentos.