Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Já começou a guerra contra Gaddafi

Por Rui Martins - Um caça francês atingiu um veículo líbio, na primeira ação militar, desfechada no fim da tarde deste sábado, assinalando o começo da guerra de países europeus, africanos e árabes contra Gaddafi. No momento, vinte caças sobrevoam o território líbio autorizados pela resolução da ONU, para impedir ataques aéreos líbios ou mesmo terrestres contra seus opositores. Novos ataques estão previstos.

Sábado, 19 de Março de 2011 às 12:40, por: CdB
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Um caça francês atingiu um veículo líbio, na primeira ação militar, desfechada no fim da tarde deste sábado, assinalando o começo da guerra de países europeus, africanos e árabes contra Gaddafi. No momento, vinte caças sobrevoam o território líbio autorizados pela resolução da ONU, para impedir ataques aéreos líbios ou mesmo terrestres contra seus opositores. Novos ataques estão previstos. A decisão de entrar em guerra contra a Líbia, proposta pela França e Inglaterra, foi aprovada na quinta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU. Neste sábado, houve um encontro de alto-nível de países europeus, africanos, árabes e EUA, em Paris, ao fim do qual o presidente francês Sarkozy anunciou o acordo obtido para aplicar a resolução da ONU por uma zona de exclusão aérea na Líbia, a fim de impedir ataques contra população civil e oponentes a Gaddafi.  Para os ataques a França utiliza caças Mirage e Rafale e a Inglaterra utiliza os caças Tornado, que tinham feito um reconhecimento do território líbio durante a manhã deste sábado. A França e a Inglaterra lideram a frente de países contra Gaddafi, da qual fazem parte países árabes e os EUA, que rejeita qualquer intervenção terrestre em conformidade com a resolução da ONU. Sarkozy tinha feito um último apelo ao dirigente líbio para suspender todas suas ações militares, mas sem resultado vistos os ataques a Benghazi. Os aviões da frente anti-Gaddafi visam postos de comando, aeroportos, baterias anti-aéreas e divisões de tanques que avançam contra as regiões sob o controle de grupos anti-Gaddafi. A incógnita nesta guerra é se Gaddafi usará de suas armas para desfechar ataques contra os países europeus  meditarrâneos nela envolvidos, como havia ameaçado numa entrevista, antes da decisão do Conselho de Segurança da ONU, para um jornalista português. Rui Martins, jornalista, escritor, correspondente do Correio do Brasil em Genebra.
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