Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Ivo Meirelles nega existência de passagem secreta na quadra da Mangueira

O ex-presidente da bateria da Estação Primeira de Mangueira, Ivo Meirelles, negou, na quinta-feira, durante uma coletiva em sua casa, a existência de uma passagem secreta em uma das duas casas que ele comprou nos fundos da quadra e que tinha acesso ao camarote da bateria. Segundo ele, a casa servia de moradia para um zelador que cuidava dos camarotes. Leia Mais)

Quinta, 10 de Janeiro de 2008 às 16:57, por: CdB

O ex-presidente da bateria da Estação Primeira de Mangueira, Ivo Meirelles, negou, na quinta-feira, durante uma coletiva em sua casa, a existência de uma passagem secreta em uma das duas casas que ele comprou nos fundos da quadra e que tinha acesso ao camarote da bateria. Segundo ele, a casa servia de moradia para um zelador que cuidava dos camarotes.

— Estou muito incomodado em ver meu nome nas páginas policiais. Isso está tirando o meu sossego e destruindo a minha família —, disse.

Ivo afirmou que, como presidente da bateria, se dedicou a ala de ritmistas “como ninguém havia feito”e que não conseguiu terminar seu trabalho por “incompatibilidades com a direção da escola”.

— Eles, a atual e antiga direção, nunca me apoiaram. As mudanças, as inovações que fiz, incomodaram e acabaram criando essas rusgas —, disse.

Ivo afirmou ainda que conseguiu recursos para construir os dois luxuosos camarotes - mobiliados com TVs de plasmas, aparelhos de DVDs e ar-condicionados - com a criação de uma comenda chamada “Amigos da Bateria”.

Com as contribuições, a partir de R$ 1,5 mil , o sócio ganhava uma carteirinha que dava acesso livre à escola por três catracas eletrônicas e outros privilégios, como a contratação da bateria para eventos.

— Quem não quisesse doar em dinheiro, poderia contribuir de outra forma, como o cantor Belo que ofereceu seus shows para a escola —, afirmou Meirelles que ainda disse que o diretor de Esportes da verde-e-rosa, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, contribuiu com R$ 2 mil.

Ivo negou ainda que o traficante foragido Francisco Testas Monteiro, o Tuchinha, freqüentasse o camarote vip da bateria e que tenha visitado Alexander Mendes da Silva, o Polegar, apontado pela polícia como chefe do tráfico no Morro da Mangueira, no presídio.

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