Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Itaú bate recorde no paraíso dos bancos

O Itaú, segundo maior banco privado do país, divulgou nesta terça-feira um lucro de R$ 1,352 bilhão para o terceiro trimestre deste ano. Os números são recordes e confirmam o Brasil como porto seguro para as instituições financeiras. O resultado foi 39,4% superior ao de igual período do ano passado, de R$ 2,745 bilhões, ou 47% maior do que o obtido de julho a setembro do ano passado. (Leia Mais)

Terça, 01 de Novembro de 2005 às 12:03, por: CdB

O Itaú, segundo maior banco privado do país, divulgou nesta terça-feira um lucro de R$ 1,352 bilhão para o terceiro trimestre deste ano. Os números são recordes e confirmam o Brasil como porto seguro para as instituições financeiras. O resultado foi 39,4% superior ao de igual período do ano passado, de R$ 2,745 bilhões, ou 47% maior do que o obtido de julho a setembro do ano passado. O faturamento coincidiu com a média das estimativas feitas por analistas de mercado, que apontava para um ganho de R$ 1,339 bilhão de julho a setembro.

Nos primeiros nove meses de 2005, a Itaú Holding Financeira acumula ganho de R$ 3,827 bilhões, quase 40% mais que o obtido no período de janeiro a setembro de 2004. O banco manteve o retorno sobre o patrimônio líquido em 40,5% no terceiro trimestre, em termos anualizados. No ano, o ROE ficou em 34,8%. A margem financeira gerencial foi de R$ 3,331 bilhões no terceiro trimestre, mais de 40% superior à obtida nos mesmos três meses de 2004. A receita com intermediação financeira foi de R$ 5,208 bilhões no terceiro trimestre, um salto de 92% em relação ao mesmo período de 2004.

Para o diretor-executivo de Controladoria do Itaú, Silvio de Carvalho, os resultados da instituição refletem os efeito da expansão de crédito, principalmente para pessoas físicas e pequenas empresas.

- Os números estão em linha com os dos outros trimestres e refletem também o crescimento sustentado do país, no fato de que o PIB [Produto Interno Bruto] crescerá na ordem de 3,5% neste ano - disse. As operações de crédito cresceram 6,2% no trimestre e alcançaram R$ 55,5 bilhões no final de setembro. Incluídos avais e fianças, a carteira alcançou R$ 61,6 bilhões, com crescimento de 5,1% em relação ao final de junho.

Já as operações com cartão de crédito totalizaram R$ 5,926 bilhões nos primeiros nove meses do ano, com expansão de 71,4% sobre igual período d 2004, levadas pela aquisição de parte da participação do Unibanco na Credicard. Na área industrial, os financiamentos de veículos aumentaram 75,6% no mesmo período, para R$ 9,456 bilhões. Para micro, pequenas e médias empresas, o crédito avançou 22% e chegou a R$ 11,494 bilhões, enquanto os empréstimos para as grandes empresas caiu 6,7%, ficando em R$ 20,251 bilhões.

O diretor acrescenta que a redução na carteira de crédito de grandes empresas se deve ao recuo do dólar em relação ao real e à busca deste segmento por outros tipos de financiamentos, como o mercado de capitais e captações no exterior.

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