O descontentamento do governo da Bolívia com a construção das usinas hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, não vai afetar o andamento do projeto, por se tratar de questão de soberania nacional. A informação é do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, de acordo com a assessoria de imprensa do Itamaraty.
O Itamaraty afirma que está elaborando uma resposta para a carta recebida esta semana, em que o governo da Bolívia manifestou preocupação com a obra. Deve fica pronta ainda nesta sexta-feira e possivelmente será elaborada também em forma de carta. A diplomacia brasileira garante que dará todas as informações necessárias à Bolívia.
A carta que o Itamaraty recebeu na última quarta-feira pede a realização de estudo do impacto ambiental das hidrelétricas no território boliviano. A Agencia Boliviana de Información (ABI) noticiou que o ministro das Relações Exteriores David Choquehuanca lamentou a aprovação da licença prévia para a obra pora parte do Ibama.
De acordo com o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, a Bolívia não tem com que se preocupar, pois os cuidados ambientais tomados para a realização da obra dentro do Brasil foram observados também para toda a região.
Itamaraty diz que Bolívia não vai atrasar usinas do Rio Madeira
Sexta, 13 de Julho de 2007 às 13:47, por: CdB