Rio de Janeiro, 26 de Maio de 2026

Italiana continua em poder de seqüestradores afegãos

Terça, 17 de Maio de 2005 às 08:20, por: CdB

Autoridades do Afeganistão suspeitam que criminosos, e não militantes, sequestraram uma funcionária italiana de uma agência de ajuda, que foi retirada do seu carro em uma rua do centro de Cabul, disse nesta terça-feira um representante do governo.

Clementina Cantoni, 32, que trabalha para a agência CARE Internacional, foi sequestrada na manhã de segunda-feira (início da tarde de Brasília) depois que o veículo em que viajava em Cabul foi interceptado e bloqueado por outro carro.

Ela foi retirada do carro por quatro homens armados e levada por um Toyota branco, disseram autoridades de segurança.

A polícia afegã e tropas da Otan deram início nesta terça-feira a buscas para encontrar Cantoni.
O sequestro provocou temores entre os 2.000 estrangeiros que vivem em Cabul de que insurgentes podem dar início a uma onda de sequestros no estilo iraquiano, mas investigadores suspeitam que criminosos, e não o Talebã ou a Al Qaeda, sejam os responsáveis.

- Há uma percepeção de que um grupo criminoso pode estar por trás disso, apesar de ninguém ter assumido a responsabilidade -, disse Jawed Ludin, porta-voz do presidente Hamid Karzai.

Um porta-voz do Taliban negou envolvimento.

- Nossos mujahideen (guerreiros sagrados) não sequestraram a mulher. Não nos envolvemos nessas coisas - disse Abdul Latif Hakimi por telefone.

-Não sabemos quem fez isso - ressaltou.

A agência de notícias Afghan Islamic Press (AIP), com base no Paquistão, disse, citando fontes não identificadas, que a mulher foi sequestrada por ladrões que pretendem libertar três companheiros presos. Eles determinaram um prazo para que isso aconteça, disse a AIP.

Autoridades de segurança disseram que não tinham conhecimento de prazos. Três funcionários da ONU foram sequestrados em Cabul em outubro e mantidos presos durante 27 dias antes de serem libertados, ilesos.

O governo disse que eles foram levados por criminosos que podem ter sido contratados por uma facção do Taliban, que ameaçou matar os funcionários caso prisioneiros do grupo não fossem libertados.

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