Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Itália tenta vender títulos podres; Argentina volta a negociar com credores

Terça, 08 de Julho de 2014 às 10:43, por: CdB
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A Espanha, Portugal e Itália, entre outras, ainda passam por um momento econômico que inspira cuidados
Bancos com sede na Itália estão se preparando para vender entre 10 e 16 bilhões de euros em empréstimos podres durante os próximos dois anos, visando liberar capital para apoiar novos empréstimos a companhias e famílias e para melhorar o lucro, mostrou uma pesquisa da Deloitte. Isso representaria até 10% de um recorde de 166 bilhões de euros (US$ 226,43 bilhões) de empréstimos vencidos nos balanços dos bancos, acumulados como resultado de uma recessão de dois anos na Itália, sua pior em 70 anos. As vendas de dívidas podres marcariam um passo na direção certa, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. Relutante em contabilizar muitos prejuízos, os bancos do país venderam até agora apenas 5,7 bilhões de euros de empréstimos podres desde o início de 2013, uma fração do total. A maioria dos bancos espera que os empréstimos vencidos continuem a crescer até 2016, de acordo com a pesquisa da Deloitte com 25 dos maiores bancos comerciais da Itália mostrada à agência inglesa de notícias Reuters com exclusividade. O aumento em dívidas podres reflete o impacto da fraca economia italiana, que faz com que seja difícil para clientes de varejo e pequenas companhias pagar os empréstimos a tempo. A Deloitte espera que os empréstimos podres alcancem 188,5 bilhões de euros em 2016. Uma maneira de reduzir a pilha de dívidas podres é vendê-las abaixo do valor contábil para investidores que podem fazer dinheiro se a fortuna de quem tomou o empréstimo melhorar com o passar do tempo. Títulos argentinos Ainda no mercado de títulos, nesta terça-feira, as autoridades argentinas marcaram nova reunião na na sexta-feira com um mediador indicado por um tribunal dos Estados Unidos para resolver sua batalha jurídica com hedge funds que demandam o pagamento total de títulos soberanos em default, disse o governo nesta terça-feira. O governo da presidente Cristina Kirchner tem até 30 de julho para alcançar um acordo com os chamados holdouts – credores que não aceitaram os termos das negociações da dívida argentina – em uma disputa que levou a terceira maior economia da América Latina à beira do segundo calote em 12 anos. Em comentários a repórteres, o chefe de gabinete Jorge Capitanich não mencionou se os fundos em questão vão participar da reunião. O ministro da Economia, Axel Kicillof, passou quatro horas discutindo o caso em Nova York na segunda-feira com o mediador, Daniel Pollack, que foi indicado pelo juiz distrital norte-americano Thomas Griesa para encontrar consenso na disputa que se arrasta há anos. – Foi acertado que a reunião continuaria nesta sexta-feira. Tem sido um diálogo intenso – disse Capitanich. Sem um acordo neste mês, a Argentina estará proibida pela decisão do juiz Griesa de pagar juros aos credores que aceitaram a reestruturação da dívida quando o país entrou em default em 2002. Mais de 92% dos credores aceitaram menos de 30 centavos por cada dólar de dívida nas reestruturações da dívida em 2005 e 2010. Os holdouts recusaram os termos e entraram na justiça para receber o pagamento integral da dívida de 1,3 bilhão de dólares, acrescida de juros, mas dizem que estão dispostos a negociar com o governo.
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